A exibição militar nos estertores da proposta do voto impresso

Classificada como ‘teatro’ por cientista políticos ouvidos pelo ‘Nexo’, atitude é novo episódio em que Forças Armadas dão guarida a discurso golpista do presidente

    Numa atitude excepcional, as Forças Armadas desfilaram nesta terça-feira (10) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A justificativa foi convidar o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para a Operação Formosa, um tradicional treinamento militar cujo convite a autoridades políticas costuma ser feito por escrito. Blindados, tanques e lança-mísseis passaram na frente do Palácio do Planalto, de onde Bolsonaro despacha, na praça dos Três Poderes, e um militar entregou o convite em mãos ao presidente.

    Seria apenas uma exibição militar fora de lugar se a poucos metros dali, no Congresso Nacional, não estivesse na pauta dos deputados a apreciação, no mesmo dia, da Proposta de Emenda à Constituição do voto impresso. A PEC é bandeira de Bolsonaro, usada em ameaças recorrentes à democracia do país. Mesmo sabendo das poucas chances de aprovação, o presidente tem dito que não haverá eleições em 2022 sem voto impresso associado às urnas eletrônicas.

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