Voto impresso é rejeitado: o que ainda há na reforma eleitoral

Proposta vai para o plenário, mas avanço é improvável. Congresso ainda vai analisar uma ampla agenda de mudanças para as eleições de 2022, muitas delas consideradas um retrocesso

    A comissão especial da Câmara rejeitou na quinta-feira (5), por 23 votos a 11, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que cria o voto impresso no Brasil, associado às urnas eletrônicas. Defendida por Jair Bolsonaro, a proposta vai ser levada ao plenário pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), mas é improvável que os governistas consigam aprová-la.

    Bolsonaro tem feito ameaças de ruptura democrática ao dizer que, sem voto impresso, não haverá eleições em 2022. No domingo (1º), bolsonaristas foram às ruas defender a medida. O presidente acusa sem provas o sistema eleitoral. Diz que há “fraudes”, mas apresenta apenas vídeos de internet com teorias da conspiração já desmentidas como “evidências”.

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