Os questionamentos à compra federal de um sistema de vigilância

Ministério da Justiça abre licitação para aquisição de tecnologia que pode rastrear dados privados. Organizações da sociedade civil alertam para risco de espionagem política

    Uma licitação do Ministério da Justiça para a compra de um sistema de monitoramento de redes digitais, capaz de restrear as mais diversas atividades das pessoas, vem sendo questionada na Justiça Federal e no Tribunal de Contas da União, por senadores e organizações da sociedade civil.

    O temor é de que o ministério comandado pelo delegado Anderson Torres transforme sua Seopi (Secretaria de Operações Integradas), especializada em ações de segurança pública, numa espécie de Abin (Agência Brasileira de Inteligência) paralela, para intimidar e perseguir opositores políticos. Esse é um projeto frequentemente atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e negado pelo filho do presidente Jair Bolsonaro.

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