A fotógrafa que fez carreira registrando animais filhotes

Autora de 21 livros, americana Suzi Eszterhas se especializou em retratar diferentes espécies no início da vida

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Registrar animais recém-nascidos é o foco do trabalho da fotógrafa americana Suzi Eszterhas. Em março de 2021, ela lançou um livro que reúne algumas das melhores imagens do seu trabalho, chamado “New on Earth: Baby Animals in the Wild” (Novo na Terra: animais bebês na natureza, em tradução livre).

As fotos de Eszterhas já foram publicadas em veículos como o jornal The New York Times e as revistas Time, Smithsonian e National Geographic. A fotógrafa tem 21 livros lançados e todos abordam animais filhotes. Em 2021, ela foi premiada pela Associação Norte-Americana de Fotografia da Natureza na categoria Fotógrafo Excepcional do Ano. De acordo com seu site, Eszterhas é a segunda mulher a receber o prêmio em 24 anos.

Em uma entrevista para o site Mongabay, a fotógrafa explica que seus registros, onde os bichos aparecem em situações muito naturais, são conseguidos com muita paciência. Pode levar semanas até que os animais fiquem tranquilos com a presença de um estranho perto de seu filhote.

“Primeiro, você deve desenvolver um relacionamento de confiança com uma mãe animal. Isso leva tempo. Às vezes, trabalho com animais retraídos, que ainda não estão muito acostumados com as pessoas, então preciso acostumá-los aos poucos com a minha presença de longe. E mesmo os animais que já estão habituados a conviver com humanos podem ser muito retraídos ou agressivos quando tem um recém-nascido”

Suzi Eszterhas

Fotógrafa

O trabalho tem seus percalços. Eszterhas já foi perseguida por uma cobra mamba, tomou um tapa de um chimpanzé macho alfa e teve que extrair carrapatos de dentro do nariz. No entanto, seus momentos mais assustadores foram com humanos, de caçadores a guardas florestais bêbados. “Como mulher, frequentemente trabalho sozinha, tenho sempre que considerar questões de segurança pessoal”, disse ao site Mongabay.

Eszterhas espera que seu trabalho não seja apenas encarado como imagens “fofas”, mas colabore para a conscientização ambiental, uma vez que muitos dos animais que registra são de espécies ameaçadas. A fotógrafa contribui e divulga o trabalho de ONGs ambientais. Recentemente, fundou sua própria organização, Girls Who Click, dedicada a incentivar mais mulheres a se tornarem fotógrafas.

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