A primeira gravação de Joni Mitchell, ícone da música folk

Faixa acústica resgatada depois de mais de 50 anos faz parte de coletânea que reúne raridades e composições inéditas de sua longa discografia

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    Em 2021, o álbum “Blue” da cantora-compositora canadense Joni Mitchell completa 50 anos de seu lançamento. Frequentemente considerado o melhor de sua carreira, o disco de 1971 é uma presença recorrente em listas de “melhores de todos os tempos” — ocupando o terceiro lugar entre 500 títulos no ranking da revista Rolling Stone.

    Outras três obras de Mitchell — “Court & Spark”, “The Hissing of Summer Lawns” e “Hejira” — também fazem parte da seleção. Sua discografia conta com 19 álbuns de estúdio lançados entre 1968 e 2007. Em 2020, a artista anunciou uma série de coletâneas que mergulham nos arquivos da sua longa carreira, resgatando raridades e composições inéditas.

    O primeiro volume da série, lançado em outubro, reúne faixas que mostram o princípio de sua trajetória, antes do seu álbum de estreia, “Song to a Seagull”.

    Entre elas, há a mais antiga gravação da cantora de que se tem conhecimento, até então inédita: uma performance da música folk “The House of the Rising Sun”, de 1963, quando Mitchell tinha apenas 19 anos de idade.

    O registro foi feito em uma estação de rádio da cidade de Saskatoon, no Canadá. Mais de 50 anos depois, a ex-esposa do DJ que acompanhou a gravação, Barry Bowman, encontrou a fita cassete esquecida no sótão, rotulada com o nome de solteira da cantora, Joni Anderson.

    Bowman era amigo de Mitchell, e a ajudou a gravar nove músicas de folk tradicionais da língua inglesa, que serviriam como “demos” da cantora — amostras que ela poderia enviar a gravadoras, na esperança de ter seu talento reconhecido pela indústria fonográfica. Mitchell ficou com as cópias, mas Bowman manteve consigo a fita original. Ele fez um vídeo revisitando a gravação pela primeira vez.

    Joni Mitchell depois se tornou uma das figuras mais influentes da música folk norte-americana, ao lado de contemporâneos como Bob Dylan, Leonard Cohen e James Taylor. Ela é conhecida pelo teor narrativo e confessional de suas letras, e por seu estilo de tocar o violão, incorporando influências do jazz.

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