Como é o clube de dança com distanciamento social

Em Nova York, músico David Byrne conduz grupo de pessoas em um espetáculo interativo com regras específicas

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    Dançar em meio a uma multidão é uma das atividades mais contra-indicadas durante a pandemia. Tanto que casas noturnas e shows ao vivo estão entre as últimas atividades a serem retomadas em países que estão reabrindo depois de controlar a covid-19.

    Em Nova York, um espetáculo interativo promete resgatar um pouco da experiência de mover o corpo junto com outras pessoas. O Social Distance Dance Club (clube de dança da distância social, em tradução livre) promove sessões de dança em que os participantes ficam em pontos específicos, iluminados por luzes coloridas, enquanto ouvem música e recebem sugestões de movimentos.

    O evento foi criado pelo músico David Byrne, ex-líder da banda Talking Heads, o coreógrafo Steven Hoggett e a atriz Christine Jones. É a voz de Byrne que sugere passos aos participantes, que podem fazer seus próprios movimentos se preferirem. A trilha é fornecida pela DJ nova-iorquina Natasha Diggs.

    “A ideia de se mexer em sincronia com estranhos – é uma experiência transcendente”, afirmou Byrne ao site Vulture. “Você se torna parte de uma entidade maior. Você se perde e há um sentimento extático quando isso acontece”.

    O projeto acontece entre 9 e 22 de abril. O ingresso custa US$ 45 (cerca de R$ 250) por pessoa. Com capacidade para 100 pessoas, o projeto teve as entradas para todos os dias vendidas em poucas horas.

    Participantes são testados para a covid-19 antes de poder entrar, segundo informações disponíveis no site do projeto. Se o resultado der positivo, a entrada é vetada. Durante o evento, o uso de máscaras é obrigatório. As pessoas são posicionadas a uma distância entre 3,5 e 4,5 metros uma da outra.

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