A reconstrução do chão do Coliseu pelo governo da Itália

Projeto quer revitalizar um dos símbolos do Império Romano. Expectativa é de que obras sejam concluídas até 2023

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    Na penúltima semana de 2020, a Itália anunciou que quer reconstruir o chão do Coliseu, em Roma, um de seus mais famosos pontos turísticos.

    Erguido no ano 80 d.C., o Coliseu, um dos principais pontos de entretenimento do Império Romano, está em ruínas desde o quarto final dos anos 400, período que marca a queda de Roma enquanto potência. Nesse processo, o piso da arena principal acabou desabando.

    Atualmente, quem visita o Coliseu e olha para a arena vê uma série de corredores e câmaras de pedra que serviam para preparação dos bastidores das batalhas de gladiadores e outros eventos que aconteciam no local. Eram espaços que ficavam abaixo do piso.

    “Queremos dar ao público uma ideia de como era estar ali”, disse ao jornal britânico Times Alfonsina Russo, diretora do Coliseu, em 22 de dezembro de 2020.

    De acordo com Russo, o governo italiano vai receber projetos de escritórios arquitetônicos de diversas partes do mundo até o dia 1º de fevereiro.

    Após a escolha ser feita, as obras serão iniciadas imediatamente, e a ideia é que a reconstrução seja concluída até o ano de 2023. O governo da Itália dispõe de € 10 milhões para a empreitada.

    Uma nova tentativa

    Não é a primeira vez que o governo italiano pensa em reconstruir o chão do Coliseu. Em 2015, o Ministério da Cultura da Itália anunciou o projeto, que, à época, não tinha data para acontecer e dispunha de € 18 milhões.

    A iniciativa acabou não indo para frente e ficando esquecida por meia década, ressurgindo das cinzas com um plano mais claro e um orçamento diminuto.

    Na ocasião, a ideia foi criticada sob o argumento de que o Coliseu deveria ser preservado da forma que está, um documento histórico em concreto.

    “É totalmente selvagem trazer construtores para espancarem essa nobre massa de pedra com um novo piso”, afirmou o crítico de arte Jonathan Jones, do jornal The Guardian, em 2015.

    Para Salvatore Settis, membro da Secretaria do Patrimônio Cultural da Itália, para além das questões de preservação histórica, ainda havia um problema econômico, já que a reforma não seria barata.

    “Não acho que restaurar o chão do Coliseu seja uma prioridade”, afirmou ao site The Star à época.

    Poucos detalhes foram dados acerca da nova tentativa de reconstrução, porém Russo garantiu ao jornal Times que ela respeitaria todos os aspectos históricos do Coliseu.

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