Como a Disney quer tornar os robôs ainda mais realistas

Empresa aposta em movimentos sutis em seus animatrônicos, tentando evitar o chamado Vale da Estranheza

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    Apesar de ser conhecida como o maior estúdio de cinema do mundo, a Disney também conta com um departamento altamente capacitado que atua nas áreas de design, engenharia e tecnologia: eles são conhecidos como Imagineerings – junção das palavras “imagination” (imaginação) e “engineering” (engenharia).

    Dentro da Disney, os Imagineerings são responsáveis por realizar pesquisas e desenvolver tecnologias que posteriormente serão usadas nos parques de diversão da empresa, localizados nos Estados Unidos, França, China e Japão.

    Os animatrônicos – robôs caracterizados como personagens do estúdio e que integram a paisagem das atrações – são parte importante do trabalho dos Imagineerings, já que eles são os destaques da ambientação dos parques.

    Há décadas, a Disney é conhecida pela qualidade de seus animatrônicos. Agora, em 2020, a empresa chega com a promessa de dar um passo a mais, aumentando o realismo dos robôs.

    O novo robô

    Há, na robótica, um conceito conhecido como Vale da Estranheza. A ideia, concebida em 1970 pelo japonês Masahiro Mori, diz que quando robôs se tornam muito parecidos com seres humanos, mas sem se comportarem como nós, surge nos observadores uma estranheza que, em alguns casos, pode até se tornar uma repulsa.

    O projeto da Disney tem como objetivo evitar que os observadores – no caso, visitantes do parque – adentrem no Vale da Estranheza ao verem os robôs.

    No dia 27 de outubro de 2020, a empresa americana apresentou um novo robô – ainda sem nome – na edição virtual do evento Iros, Conferência Internacional de Robôs e Sistemas Inteligentes.

    Para evitar o Vale da Estranheza, a Disney criou no robô pequenos sinais do comportamento humano, deixando o animatrônico ainda mais realista.

    Esses sinais incluem o piscar e movimento de olhos, pequenos movimentos de cabeça, microexpressões faciais e o movimento da caixa torácica ao respirar.

    “O resultado é uma experiência de interação entre humano e robô, que engaja as pessoas por meio do realismo”, diz o vídeo de apresentação.

    Dentro dos parques Disney, a ideia de criar robôs ultra realistas tem como finalidade deixá-los o mais parecido possível com os personagens de seus respectivos filmes. Não há previsão de quando ele começará a ser usado.

    Para além dos parques de diversão, robôs ultrarrealistas que evitam o Vale da Estranheza podem ser usados em trabalhos que requerem algum tipo de interação com o público.

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