Como ‘Baby Shark’ virou o vídeo mais assistido no Youtube

Música era cantada em acampamentos americanos. Clipe foi postado em 2016 e quatro anos depois superou outros hits da plataforma

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    Se você convive de alguma forma com crianças, é bem possível que você tenha lido “Baby Shark” no título e começado a cantarolar mentalmente a música em questão.

    Essa é uma das provas de que “Baby Shark” é um fenômeno – afirmação corroborada pelo fato de que o clipe da canção infantil sobre uma família de tubarões se tornou o vídeo mais assistido do YouTube, com 7,05 bilhões de visualizações. É como se cada pessoa viva do planeta tivesse visto o vídeo uma vez.

    Com tanta propagação, “Baby Shark” desbancou grandes sucessos pop – que também foram chicletes para seus respectivos públicos: “Despacito”, de Luis Fonsi, com 7,04 bilhões de visualizações; “Shape of You”, de Ed Sheeran, com 5 bilhões de visualizações; e “See You Again”, tema melodramático do filme “Velozes e Furiosos 7”, com 4,7 bilhões de visualizações.

    A trajetória do ‘Baby Shark’

    A origem da música “Baby Shark” é incerta. O pouco que se sabe é que a canção surgiu em algum momento da segunda metade do século 20, sendo parte do cancioneiro popular dos Estados Unidos, sendo cantada especialmente em acampamentos de verão.

    A versão que ganhou o YouTube foi produzida e gravada pela gravadora sul-coreana Pinkfong, especializada na área de músicas infantis.

    O vídeo foi publicado em 17 de junho de 2016, mas foi em 2017 que a canção ganhou o mundo, após milhares de usuários do Twitter gravarem a si mesmos dançando ao som da música.

    Segundo o historiador Gary Cross, professor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, além das letras e melodias simples, “Baby Shark”, apesar de ser uma música do cancioneiro popular do país, não tem muitos elementos que a definem como sendo americana.

    “Uma canção simples que não tem muitas amarras com uma determinada cultura pode facilmente se tornar global, com a tecnologia certa”, afirmou ao site neozelandês Stuff em setembro de 2018.

    Com o passar do tempo, “Baby Shark” foi crescendo e se tornando um fenômeno: versões remixadas surgiram aos montes, em 2019 a editora britânica HarperCollins lançou um livro ilustrado com os personagens e, em 2021, o canal pago Nickelodeon vai lançar uma série animada com as aventuras da família de tubarões.

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