O livro de passatempos sobre as cientistas que estudam o coronavírus

Professoras da Universidade Federal do Paraná disponibilizam gratuitamente atividades como palavras cruzadas e desenhos para colorir sobre o trabalho científico

Professoras da UFPR (Universidade Federal do Paraná) criaram um material educativo e lúdico sobre o trabalho de cientistas mulheres em torno do novo coronavírus e de temas relacionados.

O livro de passatempos “Mulheres cientistas: coronavírus” está disponível para download gratuito desde maio e contém 72 páginas de caça-palavras, desenhos para colorir e palavras cruzadas.

Os materiais foram elaborados por um grupo de professoras da área de ciências exatas da universidade ligadas ao projeto de extensão da UFPR Meninas e Mulheres nas Ciências.

São elas Alessandra Souza Barbosa e Camilla Oliveira, do Departamento de Física, Camila Silveira, Clarice D. B. Amaral, Glaucia Pantano e Tatiana R. G. Simões, do Departamento de Química. As ilustrações são do estudante de graduação em física da UFPR Marcelo Jean Machado.

O objetivo é difundir, de maneira acessível e atrativa, a produção das cientistas, assim como informações úteis para o momento de pandemia. As docentes afirmam que destacar o protagonismo dessas mulheres no combate ao novo coronavírus contribui para retirá-las do anonimato ao qual mulheres muitas vezes foram relegadas na história da ciência, além de incentivar mais meninas e jovens a seguirem carreira científica.

As professoras estão em busca de financiamento para viabilizar uma versão impressa do livro, considerando a falta de acesso à internet de crianças e jovens mais pobres no Brasil.

3 cientistas que estão no livreto

June Hart

A virologista escocesa June Hart (1930-2007) foi quem descobriu o primeiro coronavírus humano, em 1964. A cientista também foi a primeira a visualizar o vírus da rubéola, estudou o vírus causador da hepatite B e, no final dos anos 1980, também ajudou a registrar imagens do vírus HIV

Ester Sabino

Médica, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP, Sabino liderou a equipe de cientistas brasileiros que conseguiu sequenciar o genoma do novo coronavírus em apenas dois dias. De um total de 27 pesquisadores que integram o grupo, 17 são mulheres

Kizzmekia Corbett

Nos EUA, a jovem imunologista é quem está à frente das pesquisas em busca de uma vacina para a covid-19 no Instituto Nacional de Saúde do país

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