A campanha neozelandesa para proteger crianças na internet

Série de vídeos chama atenção para conteúdos e práticas a que menores estão expostos online

    Sem roupa, uma mulher e um homem batem na porta. A dona da casa atende: direto da internet, o casal veio avisar que seu filho, ainda criança, tem acessado pornografia.

    “Normalmente representamos para adultos, mas seu filho ainda é criança e pode não saber como relacionamentos funcionam na vida real”, diz a atriz pornô em um tom casual. “Nós nem falamos sobre consentimento, vamos direto ao ponto”.

    A interação aparece em um dos vídeos da campanha Keep It Real Online, lançada em junho pelo Departamento de Assuntos Internos do governo da Nova Zelândia. A peça com os supostos atores pornô viralizou e ganhou atenção internacional em semanas recentes.

    Além da pornografia, a iniciativa também chama atenção dos pais e responsáveis para outros temas que concernem à vida online de crianças e jovens, como o cyberbullying e o aliciamento sexual infantil. Ambos já são considerados crimes no Brasil.

    Os outros vídeos da campanha seguem o mesmo script: uma visita inusitada à casa de uma família chama atenção para o que a criança ou jovem que mora ali tem feito online, levando os responsáveis a tomarem conhecimento da situação e a conversarem com seus filhos a respeito de forma aberta.

    Ela também reúne, em um site, dicas e ferramentas que ajudam os responsáveis a se informar, adotar medidas preventivas – como ativar ferramentas de controle parental e administrar o tempo de tela dos pequenos – denunciar conteúdo ilegal e até a conversar com as crianças e jovens sobre o assunto.

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