Os gestos que tentam substituir o contato físico. E os seus limites 

Cumprimentos e demonstrações de afeto passaram a excluir o toque durante a pandemia. Distanciamento necessário tem efeitos psicológicos e pode provocar mudança de costumes

    Ainda no início de fevereiro, um vídeo gravado na China viralizou nas redes sociais. Liu Haiyan, uma enfermeira que trabalhava em um hospital na província de Henan – vizinha a Wuhan, primeiro epicentro da pandemia do novo coronavírus – reencontra a filha de nove anos após dez dias sem vê-la pessoalmente.

    Ambas usam máscaras e guardam uma distância de vários metros entre si. A mãe acena e a menina começa a chorar, dizendo sentir falta dela. Ambas trocam então um “abraço no ar”: abrem os braços, como fossem se envolver, mas se mantêm separadas.

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