Jantares remotos: dicas para manter os amigos à mesa

Com a vida social sendo mantida no ambiente virtual, o ‘Nexo’ reúne sugestões para ter companhia durante as refeições

    Com boa parte do mundo isolado para conter o avanço do novo coronavírus, a vida profissional teve que se adaptar ao mundo virtual. Reuniões de trabalho e aulas foram transferidas para o ambiente digital.

    O mesmo tem acontecido na vida social. Almoços e jantares sociais e românticos agora ganharam a intermediação da tela do computador, do celular, da TV ou do tablet.

    O Zoom, o Google Hangouts e o WhatsApp são os principais aplicativos usados para chamadas de vídeo durante a quarentena, cada um com suas qualidades e problemas.

    A visão dos convidados não precisa se limitar a cabeças falantes. Até certo ponto, é possível emular a experiência de um encontro real.

    Pratos iguais

    A comida é parte central de todo jantar ou almoço. Para trazer a experiência digital para um lugar próximo ao mundo pré-quarentena, os participantes podem combinar de cozinhar ou pedir, via delivery, pratos semelhantes ou idênticos.

    Por exemplo: se o grupo combinar um jantar mexicano, todos podem cozinhar pratos mexicanos ou escolher um restaurante especializado na gastronomia do país, pedindo opções servidas por eles.

    No caso do delivery, é preciso verificar em apps como iFood, Rappi e Uber Eats o tempo de entrega para a localização de cada um, fazendo um cálculo para saber que horas o pedido deve ser feito para chegar no horário combinado – pontualidade e sincronicidade perfeitas beiram o impossível, mas dá para se aproximar disso.

    Já para aqueles que querem cozinhar e que se encontram ou pretendem se encontrar frequentemente com amigos, familiares ou crushes, a dica é variar nos pratos e ingredientes.

    “Planeje pratos e use ingredientes que possam criar muitas refeições diferentes, disse à revista Architectural Digest o chef Patrick Curran, do Café Riggs, em Washington, nos EUA.

    A mesma playlist

    Para aqueles que gostam de música ambiente, aplicativos como o Spotify e o Apple Music permitem o compartilhamento público de playlists.

    Então, é possível combinar com os participantes qual vai ser o som do encontro e mandar o link da playlist para todos eles.

    Por enquanto, não há uma funcionalidade nesses aplicativos que permita a reprodução sincronizada das playlists em mais de um aparelho. A solução então é deixar todos com o dedo no botão de play e fazer uma contagem regressiva para que a música comece a tocar ao mesmo tempo, mesmo que não haja uma sincronia perfeita.

    Com a música tocando, o ideal é abaixar o volume, de forma que o som não se sobreponha às conversas e acabe vazando para os outros participantes. Afinal, as músicas não vão estar tão sincronizadas assim. O que importa é o clima.

    A ‘Zoom-etiqueta’

    Devido ao aumento de reuniões e encontros virtuais, surgiu o termo “Zoom-etiqueta”, derivado do nome do aplicativo Zoom. No blog da empresa, há um texto com boas práticas para as reuniões virtuais.

    O texto, publicado em novembro de 2019, meses antes da pandemia, começa dizendo que é essencial que todos os participantes entendam que as boas maneiras da vida real se estendem ao ambiente digital.

    Algumas das dicas podem ser usadas nos jantares remotos, como olhar para a câmera quando estiver falando. Segundo o texto, olhar para a tela durante a fala faz a atenção parecer deslocada.

    O manual de etiqueta pede que o microfone dos participantes fique desligado quando eles não estiverem falando. Num jantar com poucas pessoas, por exemplo, isso pode até ser dispensado, desde que apenas uma pessoa fale por vez.

    A situação exige uma atenção maior nas interrupções e momentos mais acalorados da conversa. Por isso, o balanço na participação de cada um também é importante.

    Não dá para começar a falar e nunca mais parar só para reforçar uma ideia. É preciso atenção para que todos tenham a oportunidade de participar da conversa.

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