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Este game prefere contemplação a ação; está agora de graça para Android

‘Sky - Filho da luz’ foi eleito o melhor jogo para iPhone em 2019 pela Apple e é aclamado como ‘estranho, meditativo e memorável’

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    O videogame “Sky - Filhos da luz”, eleito pela Apple o melhor para iPhone em 2019, está agora disponível para Android. Em ambas as plataformas, o download é gratuito.

    Desenvolvido pela premiada Thatgamecompany, o jogo teve seu cenário e trilha sonora elogiados pela crítica especializada, que o descreveu como “uma aventura estranha, meditativa e memorável”.

    Do que trata o game

    “Sky - Filhos da luz” segue a proposta de outros jogos da Thatgamecompany: menos ação e mais contemplação. Acompanhado por trilhas sonoras evocativas, cada cenário é pensado pela emoção que ele poderá despertar no jogador.

    Em muitos momentos, o personagem é visto pequeno enquanto o mundo se expande revelando detalhes de nuvens, grãos de areia ou folhas ao vento.

    Na história, um reino situado no meio das nuvens perdeu todas as constelações que o iluminavam. No corpo de um filho da luz, a missão é encontrar cada uma das estrelas perdidas e restaurá-las aos céus.

    Para isso, o jogador terá consigo uma carga de luz que poderá ser usada para voar, espantar criaturas e iluminar obstáculos. Algumas dessas tarefas consomem essas cargas, que precisarão ser recarregadas ao longo da aventura.

    Os controles são bastante simples: basta um único botão para sair voando pelos céus, por exemplo. No entanto, cada movimento com os dedos e cada objeto com que interage pode fazer o personagem reagir de formas diferentes. Isso só é possível graças ao cuidado na criação das animações, cuja proposta é ter um design inocente e leve, mas bebendo em fontes como as da arquitetura asiática.

    “Você encontrará um certo elemento infantil no movimento do personagem. Nós queríamos que ele parecesse ser uma criança explorando um mundo gigante”

    Avi Yeyni

    animador sênior de “Sky - Filhos da luz”

    O foco no multiplayer

    O grande diferencial do game em relação às produções anteriores da desenvolvedora é a capacidade de explorar esse universo fantástico coletivamente. Enquanto percorre os mapas, o usuário encontra vários outros jogadores com os quais pode continuar a exploração. É possível recusar o convite também.

    A história principal, que pode levar de quatro a seis horas, traz uma série de desafios que podem ser concluídos sozinho. Na companhia de outro jogador, no entanto, eles se tornam mais fáceis. E algumas aventuras paralelas só podem ser feitas em grupo.

    Quanto mais interage, mais o personagem reage aos espaços de forma detalhada. Quando voa em grupo, por exemplo, é possível ir mais longe e observar mais paisagens pelo caminho. Avesso à ideia de ação e história ininterrupta, é possível até parar a aventura para tocar instrumentos musicais.

    “A história de Sky é intencionalmente vaga para que você preencha os espaços, interpretando o propósito da luz no universo do game e porque sacrificá-la é significativo”

    Alessandro Barbosa

    crítico cultural da GameSpot US, em sua crítica do jogo

    Quando as versões para console e PC forem liberadas, pessoas em diferentes plataformas poderão jogar juntas, no que é hoje conhecido como crossplay. Ou seja, uma pessoa em um PS4 (Playstation 4), por exemplo, dividirá tela com um amigo que usa um celular Android, e assim para todos os demais tipos de dispositivo.

    A desenvolvedora de games Thatgamecompany

    “Sky - Filhos da luz” é o quarto game da desenvolvedora americana de jogos eletrônicos Thatgamecompany. Fundada em 2006 por dois estudantes da USC (Universidade do Sul da Califórnia), a companhia começou como uma parceira da Sony Interactive Entertainment, produzindo jogos para o serviço de mídia digital do PS3 (Playstation 3).

    Os três primeiros títulos: “Flow” (2006), “Flower” (2009) e “Journey” (2012) surgiram dessa parceria. Todos eles procuram despertar uma resposta emocional nos jogadores.

    Segundo Jenova Chen, um dos fundadores da empresa, enquanto filmes são divididos entre comédias românticas, terrores, dramas e muito outros, o mundo dos jogos é predominantemente de games de tiro em primeira pessoa ou de competição multiplayer.

    Ele atribui a essa pouca variedade de sentimentos o fato de tantos jogadores abandonarem o hobby quando envelhecem. Ao lado de Kellee Santiago, os dois decidiram apostar em experiências que “provocassem mudanças positivas na psique humana”.

    Em “Flow”, o jogador é um microorganismo aquático que precisa consumir outros para crescer. Foi o game mais baixado de 2007 na Playstation Network e, em 2008, venceu a categoria de melhor jogo para download no Game Developers Choice Awards.

    Em “Flower”, o jogador assumia o papel do vento, soprando pétalas de flor pelo ar. A poesia e simplicidade do game conferiram o prêmio de melhor jogo independente do The Game Awards em 2009.

    A atenção do público médio só viria com “Journey”, no qual um jogador controla uma figura encapuzada que vaga por um deserto rumo a uma montanha distante. O game estouraria em todo o mundo, tornando-se o jogo mais vendido até então da história da loja digital da PlayStation, na América do Norte e Europa.

    “Journey” foi o primeiro jogo da história a ser indicado a um Grammy, por melhor trilha sonora para mídia visual em 2013, no páreo com filmes como “Batman: O cavaleiro das trevas ressurge” e o vencedor “Millennium: Os homens que não amavam as mulheres”.

    Chen conta que depois do lançamento de “Journey”, ele recebeu uma série de cartas de jogadores que disseram ter conseguido lidar melhor com a perda de um ente querido, imaginando que a pessoa estaria jogando a aventura junto dela.

    Nos próximos meses, a desenvolvedora prometeu levar “Sky - Filhos da luz” para consoles e PC no futuro. Já foi anunciado que ela estará disponível para Nintendo Switch no verão norte-americano, ou seja, a partir de junho de 2020.

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