O banco de dados online sobre a história dos desenhos animados

No ar desde a década de 1990, site mantém informações em inglês sobre os mais diversos títulos, de diferentes épocas, países e estilos

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    Da origem do Mickey Mouse na década de 1920 ao vencedor do Oscar “Divertidamente” (2015), os desenhos animados ganharam um espaço significativo na cultura pop ao longo dos anos – nos cinemas, na TV e, mais recentemente, nas plataformas digitais.

    Para registrar essa história longa e ampla, há o The Big Cartoon Database, um banco de dados online em inglês que mantém informações sobre desenhos animados de diversos países, épocas e estilos.

    Ao acessar uma página de um dos títulos do catálogo, o usuário pode ver informações como equipe de direção, equipe de produção, elenco, pôsteres, trailers, avaliações e sinopses.

    O banco de dados tem o catálogo separado por estúdios, possibilitando que o usuário veja a evolução e a trajetória de cada empresa separadamente.

    O The Big Cartoon Database está no ar desde 1997 e conta com uma equipe de voluntários que reúne as informações necessárias para complementar ao máximo cada página. Além deles, os usuários podem contribuir com o site.

    Breve história das animações

    As animações surgiram no cinema no fim do século 19, mas ganharam força a partir do século 20. O exemplo mais antigo que se tem de uma animação desenhada à mão é “Fantasmagorie”, lançada em 1908, criada pelo francês Émile Cohl. O curta, que tem pouco mais de um minuto, mostra os encontros de um boneco de palito com objetos que vão se transformando aos poucos.

    Em 1937, Walt Disney lançou o primeiro longa metragem em animação a ter uma estreia em grande escala: “Branca de neve e os sete anões”, uma adaptação do conto de fadas dos irmãos Grimm. Depois disso, os estúdios de Disney trabalharam em dezenas de longas e curtas animados.

    O Brasil começou a produzir animações na década de 1950. O primeiro longa nacional feito com a técnica foi “Sinfonia amazônica”, dirigido por Anélio Latini Filho em 1953, com adaptações de lendas folclóricas da floresta amazônica, como a Caipora e a sereia Iara.

    Animações para adultos

    Por muito tempo, as animações foram sinônimo de um produto direcionado às crianças. Mas, há algumas décadas, existem animações direcionadas ao público adulto.

    Normalmente, elas se encaixam no gênero da comédia, como é o caso das séries de TV “Os Simpsons” (1989) e “Rick and Morty” (2013). Há também animações que exploram outros gêneros, como o drama, por exemplo. É o caso de “Anomalisa”, filme dirigido pelo americano Charlie Kaufman em 2015, que conta a história de um idoso diagnosticado com Síndrome de Fregoli, distúrbio neurológico que faz com que o indivíduo acredite que diferentes pessoas são na verdade uma só com aparências distintas.

    Para Thomas Burns Scully, colunista especializado em mídia e cultura pop do site Pop Dust, a demanda de adultos por desenhos animados reflete o fato de que as animações fizeram parte do crescimento de diversas gerações, que, ávidas por se lembrar da infância, continuaram consumindo esse tipo de mídia, que, com o passar do tempo, passou a refletir questões que não fazem parte do universo infantil.

    Nós crescemos assistindo desenhos, e quando crescemos, passamos a ter desenhos para gente grande. Nunca nos foi dito para pararmos de assistir desenhos”, disse, em coluna publicada em 2017.

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