O projeto que usa deepfakes para entreter em vez de enganar

The Fakening subverte os propósitos maliciosos associados às manipulações, usando inteligência artificial para criar vídeos surreais e engraçados

    Um vídeo publicado nas redes sociais em setembro de 2019 mostra o CEO da Tesla, Elon Musk, fazendo um monólogo bizarro ao telefone. Em tom grave, ele ameaça perseguir e matar a pessoa no outro lado da linha. A imagem é convincente, mas é possível perceber algo de errado: a voz distintiva do ator Liam Neeson logo acusa que este é um vídeo adulterado da famosa cena do filme “Busca implacável” (2008).

    Esse tipo de fraude de imagens ou vídeos, difícil de identificar a primeira vista, é chamado de deepfake (ou “fake profundo”). A tecnologia já causou bastante tumulto por seu potencial de desinformação, sendo aplicada na produção de pornografia e na propagação de conteúdo enganoso sobre políticos. Mas o americano Paul Shales, criador do projeto The Fakening, percebeu que os deepfakes também podem ser usados para o humor.

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