Como limpar o seu celular em meio à epidemia do coronavírus

Vírus pode sobreviver por cerca de 96 horas no vidro, material usado na fabricação da tela dos smartphones

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Uma das formas de transmissão do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, é o contato com superfícies contaminadas.

Acontece assim: uma pessoa encosta num local que está contaminado com o vírus e depois leva a mão à boca ou ao nariz. Pronto, mais um caso para as estatísticas.

Em 2003, houve uma epidemia de outro tipo de coronavírus, o Sars-Cov, causador da Sars, a síndrome respiratória aguda grave. Nessa época, a faculdade de medicina da Universidade do Tennessee, nos EUA, fez um estudo para saber quanto tempo o vírus conseguia sobreviver em superfícies de diferentes materiais.

No gesso e em madeiras laminadas, o coronavírus de 2003 conseguia sobreviver por cerca de 36 horas. No plástico e no aço, a sobrevivência durava por volta de 72 horas. Já no vidro, o vírus conseguia se manter vivo por 96 horas – ou quatro dias.

O estudo se debruçou sobre o coronavírus de 2003 e seus resultados não se aplicam necessariamente ao Sars-Cov-2, ainda que os dois patógenos façam parte do mesmo grupo. No entanto, dada a aparente facilidade de contágio do Sars-Cov-2, o novo coronavírus, não custa adotar com o celular os cuidados com a higiene recomendados por autoridades de saúde no mundo inteiro.

A limpeza da tela do celular

O vidro é o principal material das telas de smartphones, aparelhos com os quais temos contato constante. Um estudo de 2016, feito pela empresa de consultoria Dscout, indicou que, em média, uma pessoa toca o celular cerca de 2.600 vezes ao dia.

Limpar a tela do celular é uma ação preventiva contra o novo coronavírus e contra outros agentes infecciosos.

A Apple, fabricante dos iPhones, indica que os usuários desliguem o aparelho e, com um pano macio, umedecido em uma mistura de água morna e sabão, façam a limpeza da tela. A Samsung recomenda um procedimento similar, mas sem a adição de sabão à água. Uma frequência de limpeza não foi determinada pelas empresas.

Há também a possibilidade de se fazer a limpeza com fluidos feitos para essa finalidade, que são vendidos em lojas especializadas. Contudo, o uso deles pode resultar no desgaste de substâncias aplicadas na tela para impedir a presença de marcas de dedos no vidro.

Os habitantes da tela do celular

Mesmo se não estiver contaminada com o novo coronavírus, a tela do seu celular é lar para dezenas de milhares de germes e bactérias.

Em 2011, a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres publicou um estudo que indicou que, à época, um em cada seis celulares britânicos estava contaminado com coliformes fecais, dado o hábito do usuário de usar o aparelho no banheiro.

Segundo o biólogo Chuck Gerba, professor da Universidade do Arizona, nos EUA, uma tela de celular é cerca de 10 vezes mais suja do que um assento sanitário. Em entrevista à BBC no ano de 2012, Gerba afirmou que a maioria das bactérias presentes nas telas pode causar doenças.

Entre as ocorrências mais comuns estão as bactérias E. coli, que podem causar vômitos, febres e diarreias, e a Salmonella, que pode causar cólicas abdominais e desidratação.

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