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O banco de dados que reúne jogos de tabuleiro do mundo todo

Plataforma gratuita em inglês traz informações sobre títulos de diferentes anos e países

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    O ato de jogar tem raízes antigas na humanidade. Em 2013, foi encontrado na Turquia o tabuleiro do jogo mais antigo de que se tem conhecimento. As peças têm pelo menos 5.000 anos de idade.

    Na terceira década do século 20, em 1938, o historiador holandês Johan Huizinga publicou o livro “Homo ludens”, peça central para os estudos dos jogos. Na obra, o autor propôs que o termo em latim Homo ludens (o homem que joga, em tradução livre) fosse usado na nomenclatura da espécie humana, dada a importância dos jogos para o desenvolvimento das sociedades.

    O site Board Game Geek é uma plataforma gratuita em inglês que reúne informações de jogos de tabuleiro dos mais diversos tipos e de países do mundo todo. Nela, o usuário pode encontrar informações como os criadores dos títulos, uma breve descrição dos jogos, um resumo das regras e, em alguns casos, o impacto cultural deles.

    No banco de dados, é possível encontrar clássicos como o americano “Life”, lançado em 1960, e sua versão brasileira, de 1986, chamada “O jogo da vida”.

    Além de informações básicas sobre os jogos, os usuários podem encontrar dados como o preço dos títulos e até se há outro usuário do fórum desejando vender ou trocar um jogo específico.

    A era de ouro dos jogos de tabuleiro

    Segundo alguns especialistas e entusiastas, desde meados de 2010 os jogos de tabuleiro vivem uma “era de ouro”.

    Scott Nicholson, professor de design de games na Universidade de Syracuse, nos EUA, afirmou ao jornal The Guardian que o bom momento dos jogos de tabuleiro se deu por uma mistura de duas tradições distintas na hora de se desenvolver um título.

    “No passado, tínhamos grandes diferenças entre o design europeu e o design americano”, disse, em 2014. “Os jogos americanos normalmente faziam o jogador competir fervorosamente entre si, enquanto os europeus traziam um conflito indireto, com os jogadores lutando por uma mesma gama de recursos para atingir os objetivos, em vez de lutarem uns contra os outros.”

    De acordo com Nicholson, nos anos recentes houve uma mistura das duas formas de se pensar um jogo. “Hoje, com tantos jogos, é difícil dizer que eles se limitam a uma dessas maneiras.”

    Além de clássicos como “Banco imobiliário” e “O jogo da vida”, hoje há uma oferta ampla de jogos que trazem regras mais complexas e uma jogabilidade mais sofisticada.

    É o caso de “A guerra dos tronos”, jogo de tabuleiro lançado no Brasil em 2014, inspirado nos livros de fantasia “As crônicas de gelo e fogo”, de George R.R Martin, que deram origem à série de TV “Game of Thrones”.

    Nele, os jogadores precisam conquistar territórios, formar alianças e estocar suprimentos. Para isso, pode-se ler um manual com algumas dezenas de páginas ou então assistir a um vídeo de quase meia hora de duração.

    “[Nos jogos atuais] você está envolvido o tempo todo, mesmo quando não é sua vez de jogar. Você está sempre atento e sempre engajado com o que está acontecendo”, afirmou Nicholson.

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