Fundação Palmares: a negação do racismo e o discurso de Bolsonaro

Novo presidente de órgão dedicado a preservar a cultura negra é contra cotas e minimiza preconceito sofrido por negros no país. Suas falas se alinham a visão do presidente Jair Bolsonaro sobre o tema

    A nomeação do jornalista Sérgio Nascimento de Camargo para a presidência da Fundação Cultural Palmares, na quarta-feira (27), foi repudiada pela comunidade negra. Em protesto, manifestantes chegaram a invadir na sexta-feira (29) o prédio da instituição, em Brasília.

    A fundação foi criada em 1988 para promover e preservar a cultura negra no país, com ações de inclusão e sustentabilidade das comunidades remanescentes de quilombos, por exemplo. Ela está submetida à Secretaria Especial de Cultura, comandada por Roberto Alvim.

    Filho de Oswaldo de Camargo, especialista em literatura negra e militante do movimento negro, o novo presidente da Fundação Palmares já publicou em redes sociais que o racismo não existe no Brasil”. Ele se identifica como “negro de direita”, “contrário ao vitimismo e ao politicamente correto”.

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