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O artista que mistura pinturas clássicas com a cultura pop

Designer faz parte da cultura do mashup, surgida no início do século 20 e que mistura dois ou mais elementos artísticos para a criação de uma nova obra

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O artista do Chipre Hayati Evren tem 135 mil seguidores no Instagram. É nessa rede social que ele publica seus trabalhos, que consistem em mesclar pinturas clássicas com elementos da cultura pop e da cultura digital.

Dentre os trabalhos de Evren estão uma adaptação de “O grito”, do pintor alemão Edvard Munch, com duas versões do vilão Coringa. Ele também colocou Sheldon Cooper, protagonista da série “The Big Bang Theory”, em uma das pinturas de Caravaggio, artista italiano do período renascentista.

Em seu site, Evren conta que sempre se interessou por pintura e pelo programa de edição de imagens Adobe Photoshop. Além de publicar as artes no Instagram, o artista vende camisetas feitas com suas ilustrações.

A cultura do mashup

O trabalho de Evren é uma manifestação da cultura do mashup, movimento que mistura dois ou mais elementos artísticos criando uma nova obra.

A origem do mashup está diretamente relacionada aos movimentos de vanguarda artística do século 20, em especial o dadá, corrente que visava desconstruir a arte tradicional e provocar a partir de elementos considerados estranhos.

Em 2016, a Galeria de Arte de Vancouver realizou uma exposição de obras do tipo, colocando o mashup como “o nascimento da cultura moderna”.

De acordo com a galeria, o mashup tem um grande impacto na arte mundial. Em entrevista à revista Vice, Kathleen Bartels, curadora da mostra, disse que o mashup evoluiu de uma forma de arte para uma forma de democratizar a produção artística, dada a popularização da tecnologia nas últimas duas décadas.

Um exemplo clássico do mashup na pintura do século 20 é a obra “L.H.O.O.Q”, do francês Marcel Duchamp, que coloca um bigode na “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci.

A cultura do mashup não se limita apenas à pintura. Na música, o movimento se manifesta a partir da junção de duas ou mais canções em uma nova faixa.

Em 2009, um músico cuja identidade é desconhecida produziu o disco “Everyday Chemistry”, disponibilizado gratuitamente na internet, que mistura canções das carreiras solo dos quatro Beatles a fim de imaginar como seria um novo disco da banda caso eles não tivessem se separado em 1970.

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