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Como o Gmail passou a cobrar por mais espaço de armazenamento

Famoso pelos serviços gratuitos, Google tem ampliado a estratégia de venda de produtos como armazenamento de arquivos em nuvem

    Com mais frequência, usuários do Gmail têm recebido notificações de que excederem o limite gratuito de armazenamento do serviço.

    Lançado em 2004, o e-mail do Google se destacou dos concorrentes por oferecer mais espaço de armazenamento e assim não exigir que o usuário limpasse sua caixa de entrada com tanta frequência. Esse limite de espaço foi ampliado continuamente pela empresa até 2013, quando parou em 15GB.

    Uma reportagem da Bloomberg mostra que, agora, alguns usuários que adotaram o serviço há anos chegaram a esse limite e começaram a receber uma notificação avisando que em breve eles não seriam mais capazes de enviar ou receber e-mails. Para continuar a fazer uso do serviço, terão que pagar.

    A empresa americana oferece planos pagos de armazenamento desde 2012, mas intensificou a oferta desse tipo de serviço em 2018, com o lançamento do Google One. A Bloomberg destaca que o anúncio marca uma mudança de estratégia da gigante de buscas, que se popularizou pela oferta de serviços gratuitos ao usuário médio.

    Como 15GB é uma quantidade significativa para caixas de e-mail, para muitos a conta está chegando só agora.

    O Google também tem diminuído as ofertas de armazenamento incluídas em outros produtos da empresa, como o computador Chromebook e o celular Pixel, cujos novos modelos terão versões limitadas de armazenamento em nuvem.

    No Brasil, o Google One oferece planos de armazenamento que cobram R$ 6,99 mensais, para 100 GB disponíveis, ou R$ 34,99 ao mês, por 1 TB (o equivalente a 1.024 GB) disponível. Quem não deseja pagar a assinatura pode excluir e-mails e arquivos antigos para liberar espaço dentro dos 15 GB oferecidos.

    O que é o Google One

    O serviço de armazenamento Google One é uma plataforma que reúne os arquivos do Gmail, Google Photos e Google Drive (que inclui os serviços Google Docs, Planilhas Google e Apresentações do Google). Mesmo antes dessa unificação em um único nome, em maio de 2018, os usuários já tinham um limite comum de 15 GB – encher a caixa do Gmail, por exemplo, tira espaço que poderia ser ocupado com arquivos do Google Drive.

    A ideia do Google One é unificar o armazenamento de diferentes plataformas da empresa em um só lugar. Os usuários que excederem o limite de 15 GB do Gmail e pagarem por mais espaço se tornam automaticamente assinantes do Google One.

    Uma breve história do Gmail

    Quando foi lançado pelo Google em 2004, o Gmail oferecia 1 GB de armazenamento gratuito, um espaço significativamente maior do que seu principal concorrente Hotmail, da Microsoft, que permitia apenas um quarto disso, com 250 MB disponíveis.

    A interface simples e o maior limite de armazenamento fez com que o Gmail ganhasse adeptos rapidamente. O serviço é hoje o maior do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários.

    O Gmail tem duas fontes de renda principais: a publicidade direcionada aos usuários, e a assinatura de serviços premium, como o armazenamento extra e a venda de domínios personalizados para empresas.

    Onde está a nuvem

    O armazenamento de arquivos online se tornou conhecido como “armazenamento em nuvem”. Ao ganhar força nos anos recentes, fez muita gente se perguntar o que seria a “nuvem” e onde ela estaria.

    A “nuvem” nada mais é do que uma série de servidores, grandes computadores conectados entre si que podem ter seus arquivos acessados de maneira remota. Não há uma única localização para esses servidores, já que eles estão espalhados por todo o mundo.

    Fundamentais para o funcionamento de diversos serviços online gratuitos, manter o esse sistema não é barato. Em 2018, o Google investiu cerca de US$ 25,5 bilhões na manutenção de toda a infraestrutura de sua nuvem, dos computadores em si ao salário dos funcionários que trabalham nesse setor.

    A principal vantagem do armazenamento na nuvem para o usuário é poder acessar seus arquivos de qualquer lugar e por diferentes dispositivos. Por outro lado, uma conexão constante com a internet é necessária.

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