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Quanto tempo se gasta indo para o trabalho ao redor do mundo

Site mostra tempo de deslocamento no transporte público nas principais cidades de 24 países

 

O transporte público é, no mundo todo, a principal forma de locomoção no trajeto casa-trabalho-casa. Milhões de pessoas diariamente usam ônibus, metrôs e trens para chegar aos seus destinos.

Nem sempre essa viagem é curta e, na maioria das vezes, é mais longa do que desejado. O Moovit, aplicativo que calcula rotas urbanas usando o transporte público, criou um site que mostra o tempo médio gasto nesse trajeto nas principais cidades de 24 países.

O levantamento foi feito com base apenas nos dias de semana e os trajetos de ida e volta, não levando em consideração possíveis imprevistos nem pessoas que moram e trabalham em cidades diferentes.

O deslocamento para o trabalho no Brasil

Nas cidades brasileiras listadas, a região de Goiânia é a que apresenta o maior tempo de deslocamento, somando a ida e a volta do trabalho: em média 98 minutos são gastos diariamente no transporte público.

A segunda posição é dividida pelas regiões de Recife e Brasília, que contam com uma média de 96 minutos gastos nos dias de semana. O terceiro lugar ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro, com 95 minutos diários nesse trajeto.

Na região da capital paulista o tempo médio de deslocamento é de 93 minutos diários. Já a região de Belo Horizonte apresenta uma média de 85 minutos. O menor valor foi encontrado na região de Bauru, no interior de São Paulo, onde a média diária é de 52 minutos.

Como outros países aparecem na lista

Na Espanha, a maior média de tempo diário é a de Madrid: 62 minutos, enquanto a menor é a da cidade de Sevilha, com 34 minutos. Na Itália, o maior tempo de deslocamento está na capital, Roma, com 79 minutos, e o menor se encontra na cidade de Trieste, com 49 minutos.

Ainda na Europa, Paris conta com o maior tempo médio da França, de 64 minutos, enquanto a menor média do país é de 40 minutos, na cidade de Nantes.

Nos Estados Unidos, a maior média se apresenta na cidade de Filadélfia, na Pensilvânia: 93 minutos. A menor, 70 minutos, está na cidade de San Diego, na Califórnia.

O efeito de viagens longas na saúde mental

Kati Morton é mestre em psicologia clínica pela Universidade de Pepperdine, na Califórnia. Além disso, ela tem um canal de YouTube em que fala sobre questões de saúde mental para seus 785 mil inscritos.

Segundo Morton, o longo tempo de deslocamento diário impacta a saúde mental dos trabalhadores. Para ilustrar sua ideia, a psicóloga compara a quantidade de energia emocional e mental presente em cada um de nós com fichas de pôquer.

“Nós acordamos todos os dias com uma certa quantidade de fichas de pôquer, e elas são aquilo que podemos oferecer naquele dia”, disse Morton ao site Refinery29 em 2018. “Se acordamos e percebemos que estamos atrasados, perdemos duas fichas. Se o tempo de deslocamento é longo, perdemos mais fichas durante o caminho, antes mesmo de começarmos de fato o dia de trabalho.”

Para diminuir essas frustrações, Morton sugeriu que o trabalhador passe o tempo de deslocamento distraído com outras coisas, como músicas, podcasts e livros.

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