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Por que o modo noturno está virando opção em mais aplicativos

Design com visual escuro foi incluído na atualização mais recente do Instagram e está em desenvolvimento no Facebook e no Whatsapp

 

A nova atualização do Instagram nos sistemas Android e iOS permite que o usuário opte por navegar pela rede social no modo noturno.

O design de modo noturno de aplicativos tem o fundo de cor escura e textos exibidos com uma cor clara, buscando tornar a navegação menos cansativa para os olhos. Embora tenha sido pensado para melhorar o uso de smartphones em ambientes escuros — por isso o nome remeter à noite —, alguns usuários optam por manter o layout durante todo o dia.

No Twitter, a opção está disponível há alguns anos, enquanto o Facebook segue com o seu modo noturno em desenvolvimento. Há planos para que o WhatsApp também conte com essa opção, mas não há previsão para um lançamento. Os sistemas operacionais Android e iOS já contam com modos noturnos nativos, que escurecem o design de suas interfaces.

A preferência pelo modo noturno

A principal vantagem do modo noturno é permitir uma leitura mais confortável aos olhos do usuário.

Em entrevista ao site Popular Science, Jonathan Chow, designer de experiência do usuário da plataforma Reddit — que conta com o modo noturno —, explicou a decisão de criar um visual mais escuro. “[Quando o celular é usado] em um ambiente escuro, o brilho da tela pode ser uma distração ou simplesmente doloroso”, afirmou.

Segundo Chow, desenvolver o modo noturno não é simplesmente inverter as cores presentes na interface — que normalmente conta com o fundo claro e letras em cor escura. “Fazer isso é um jeito brutal de criar um modo noturno”, disse. Ele aponta que os modos noturnos precisam ser pensados cuidadosamente, de acordo com o propósito de cada plataforma — ele exemplifica que um anúncio no Reddit não sofrerá alterações de cores e que, por isso, é necessário achar uma forma de a propaganda se integrar ao visual do resto da plataforma.

O cansaço dos olhos surge da exposição prolongada à luz azul. Em smartphones, tablets, monitores e outras telas, a luz azul está na composição cromática dos elementos visuais de cor branca.

A exposição prolongada à luz azul pode causar fadiga da visão, olhos secos, dificuldade de focagem visual e, caso se estenda intensamente por muitos anos, dano às células das retinas.

A luz azul ajuda o usuário a se manter alerta. Por isso, a exposição a ela durante a noite pode interferir no sono do usuário, mantendo-o mais desperto no período que deveria ser reservado ao descanso.

O modo noturno também favorece a duração de bateria dos dispositivos eletrônicos. Em 2016, o Google demonstrou, durante um evento, que usar uma tela com fundo branco no brilho máximo consome seis vezes mais bateria do que usar uma tela com fundo preto no brilho máximo — com menos emissão de luz, a bateria dura mais tempo.

A preocupação com o bem-estar digital

Além do modo noturno, alguns sistemas operacionais de smartphones e tablets permitem que o usuário opte por navegar em uma tela em que a cor branca se torna levemente amarelada, diminuindo a quantidade de luz azul emitida. Normalmente, essa opção se apresenta nas configurações como “modo de leitura”.

Outras técnicas se tornaram populares para melhorar a relação do usuário com aparelhos de tela. Há aplicativos e programas que controlam o tempo de uso de telas, películas que filtram a emissão de luz azul e até óculos com lentes antirreflexo exclusivas para amenizar os efeitos da luz azul.

Nos últimos anos, a preocupação com os efeitos do uso prolongado de smartphones e outros dispositivos vem crescendo entre usuários e passou a ser abordada pelas principais empresas de tecnologia.

Em 2018, o Google lançou um manifesto sobre o bem-estar digital, propondo que a tecnologia seja usada de forma consciente e maneirada. A Apple também se propôs a isso. Ambas as empresas lançaram aplicativos que permitem que o usuário controle o tempo de uso dos eletrônicos.

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