Os vários usos do inquérito do Supremo sobre fake news

Contestada por especialistas de direito, investigação criada para apurar notícias falsas contra ministros do tribunal já abrigou tentativa de censurar revista e mandado de busca e apreensão contra Janot

     

    Após declarar em 26 de setembro que, dois anos e meio antes, chegou a planejar matar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e depois se suicidar, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot se tornou alvo do chamado inquérito das fake news, aberto para investigar notícias falsas e ameaças contra integrantes do tribunal.

    Foi a partir desse inquérito que o ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação, autorizou mandados de busca e apreensão na casa de Janot e em endereços ligados a ele. Os mandados foram executados  em 27 de setembro, um dia após a revelação de Janot. A polícia apreendeu, entre outras coisas, uma arma que era do ex-procurador-geral.

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