Este mapa múndi mostra a biodiversidade e as ameaças a ela

Plataforma foi criada por fundação que defende que metade da área do planeta seja protegida dos seres humanos

Foto: Reprodução
Mapa do Half-Earth com todas as funções selecionadas
Mapa do Half-Earth com todas as funções selecionadas
 

Comemorado anualmente em 7 de outubro, o Half-Earth Day, ou Dia da Meia-Terra, em uma tradução livre, visa a chamar atenção para a proteção da biodiversidade e saúde no planeta no longo prazo. O principal evento em torno da data em 2019 ocorrerá na unidade de Berkeley da Universidade da Califórnia, com a promoção de debates sobre as ciências naturais e a conservação da natureza.

O nome é inspirado no livro de 2016 do biólogo e naturalista Edward O. Wilson, “Half-Earth: our planet’s fight for life”, ou Meia-Terra: a luta de nosso planeta pela vida, também em tradução livre.

Na obra, não lançada no Brasil, Wilson propõe a ambiciosa meta de que metade do planeta seja protegida como uma reserva natural livre de quaisquer seres humanos, como forma de preservar a biodiversidade.

Para promover essa ideia, a fundação E. O Wilson Diversity, criada pelo próprio autor em 1996 e ligada à universidade americana de Duke, lançou em 2019 o mapa interativo half-earthproject. Trata-se de um mapa múndi em inglês no qual é possível pesquisar pelos grupos “anfíbios”, “pássaros”, “cactos”, “coníferas”, “mamíferos”, “tartarugas”, “peixes” ou então todos eles juntos.

Ao selecionar uma dessas opções, é possível visualizar um mapa colorido que mostra as áreas mais ou menos povoadas por esses bichos ou plantas, a partir de uma escala de cores que vai do azul, passando pelo verde até o amarelo.

Quanto mais azul, maior a biodiversidade. Quanto mais amarelo, menor a biodiversidade do grupo selecionado. Quando se seleciona todos os grupos, a maior parte da região onde fica a Amazônia é, por exemplo, tingida de azul. Isso indica que a biodiversidade é alta na região, como indicado no mapa abaixo.

 

Também é possível adicionar uma camada de filtros que exibe a localização de áreas protegidas, tanto por meio da proibição completa da exploração quanto por meio de reservas que são exploradas, mas que são geridas de forma a protegê-las. Esse é o caso, por exemplo, das terras indígenas. 

Hoje se estima que apenas entre 2% e 5,7% dos oceanos e cerca de 15% das terras são áreas protegidas.

O mapa abaixo mostra, em amarelo, as áreas protegidas por “gestão comunitária”, como as regiões ocupadas por indígenas. Em laranja, as reservas naturais.

 

Há ainda um terceiro grupo de filtros que mostra as pressões causadas por humanos, por meio de agricultura irrigada, agricultura com base em chuva e pressões de áreas urbanas.

 

O mapa foi criado pela Esri, companhia que trabalha com tecnologia de georreferenciamento.

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