A história de Amsterdã contada pelas camadas do seu lixo

Projeto permite a visualização de cerca de 20 mil itens, de diferentes séculos, que foram encontrados em escavações para a construção de uma linha de metrô

 

No século 12, moradores da vila de Kennemer, na costa da Holanda, migraram para uma região nas proximidades do rio Amstel. A cidade se desenvolveu econômica e socialmente em maior intensidade a partir do século 17, e  Amsterdã, capital da Holanda, se tornou um dos principais pólos econômicos e culturais da Europa.

Em 2003, o governo da cidade começou a escavar um dos canais do rio Amstel para a construção de uma nova linha de metrô, cruzando o norte e o sul da cidade. No processo, foram encontrados cerca de 700 mil itens, espalhados por toda região e com origem em diferentes séculos. Assim surgiu o projeto Below the Surface.

A iniciativa catalogou os objetos encontrados e disponibilizou as informações de 20 mil deles em um site. Dentre as descobertas estão um ferro de passar roupa do século 19, as ossadas de um mamífero do século 16 e um carimbo selador do século 18.

 

“Nós podemos ver as diferentes funções dessa parte da cidade a partir do lixo que encontramos”, disse Peter Kranendonk, gerente do projeto, ao site Gizmodo.

Os envolvidos no Below the Surface criaram um banco de dados com tudo o que foi encontrado. Os arqueólogos então passaram a identificar a função de cada item ou fragmento achado. A partir de seus materiais e do local onde foram encontrados, conseguem estimar o local e a data de fabricação dos itens.

O projeto também produziu um documentário e um vídeo que mostra o processo de catalogação dos itens que foram encontrados e que foram incluídos em um livro sobre os achados.

 

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