Este arquivo reúne cartas e diários de sufragistas americanas

Campanha da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos aceita voluntários para transcrever documentos

 

A mobilização de mulheres pelo direito ao voto no século 19 e início do século 20 é um dos marcos históricos do movimento feminista. Ela aconteceu em diversos países, entre eles Estados Unidos, Inglaterra e Brasil.

A Biblioteca do Congresso dos EUA possui, em seu site, cerca de 16 mil páginas digitalizadas de documentos do movimento sufragista americano: cartas e diários (escritos à mão), discursos e artigos de jornal, entre outros materiais.

A coleção inclui, por exemplo, papéis pessoais de Susan B. Anthony e Elizabeth Stanton, duas das líderes do movimento, e de Mary Church Terrell, ativista pelo sufrágio e pela igualdade racial e uma das primeiras mulheres negras a obter um diploma universitário nos Estados Unidos.

Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA/Reprodução
Página do diário de Mary Church Terrell no ano de 1920
 

Transcrever as sufragistas

Há uma campanha em curso para que voluntários transcrevam esses e outros acervos manuscritos da biblioteca. A ideia é que, a partir disso, seja possível buscar, nas coleções, por termos ou frases específicos.

Qualquer pessoa pode participar da iniciativa, que tem um funcionamento semelhante ao da Wikipédia: quando a transcrição é concluída, precisa ser aprovada por pelo menos um voluntário registrado antes de ser incorporada ao site da biblioteca.

Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA/Reprodução
Carta escrita por Elizabeth Stanton em papel timbrado, datado de 1880, da National Woman Suffrage Association. No cabeçalho, lê-se: 'o poder dos governos deriva do consentimento dos governados. O voto é consentimento. Por que as mulheres deveriam se deixar governar sem seu consentimento?'
 

Ao site Smithsonian, a especialista em história das mulheres Elizabeth Novara afirmou que a campanha não só pretende tornar os documentos mais acessíveis como fazer com que pessoas tenham contato com a coleção e com as mulheres que protagonizaram a luta pelo sufrágio no país.

Navara também é curadora de uma exposição sobre as sufragistas em cartaz na Biblioteca do Congresso americano entre junho de 2019 e setembro de 2020.

Nos EUA, o voto feminino foi conquistado em 1920. A tramitação da 19ª emenda – responsável por estender esse direito às mulheres – pelo Congresso americano completa um século em 2019.

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