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Feminaipes: o baralho feminista que representa mulheres

Jogo de cartas criado por dupla argentina se popularizou nas redes sociais e substitui figuras masculinas do baralho espanhol

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Nos últimos anos, as argentinas têm se mobilizado contra a violência de gênero, pela igualdade salarial e pela descriminalização do aborto.

A força de seus protestos reverbera na América Latina e alcança projeção internacional – seja com o slogan #Niunamenos ou com os lenços verdes que se tornaram símbolo das manifestações pró-aborto.

Com esse contexto recente, não é surpresa que o Feminaipes, baralho feminista ilustrado apenas com figuras femininas, tenha feito sucesso no país.

 

O jogo de cartas foi lançado no início de junho de 2019 com tiragem de mil unidades a 350 pesos argentinos (cerca de R$ 32) cada e já se planeja produzir uma segunda leva para dar conta do êxito disseminado principalmente pelas redes sociais, segundo informações do jornal Perfil, de Buenos Aires.

 

Idealizado em 2018 pelo casal argentino Martina e Pablo, uma psicóloga e um cientista político, e ilustrado pela artista Vicky Monté, o Feminaipes surgiu de uma partida de cartas na qual os dois perceberam que o baralho espanhol contém apenas figuras masculinas.

O baralho espanhol é diferente daquele comumente usado no Brasil e em outros países lusófonos, que conta com a figura feminina da dama e possui mais cartas.

A partir disso, criaram sua própria versão, em que todas os personagens tradicionais do baralho espanhol assumem são mulheres.

 

Em um post no Instagram do Feminaipes, os criadores afirmam que o baralho simboliza a luta pela visibilização das mulheres na esfera pública. Dizem ainda que visibilidade delas na vida social, na política e na cultura “é a luta de muitos coletivos”.

Essa representação das mulheres em um objeto lúdico também era importante para Martina por causa de uma memória de infância.

“Quando eu era criança, nos juntávamos na casa da minha avó e as mulheres punham a mesa, tiravam os pratos e os lavavam. Enquanto isso os homens ficavam em um canto jogando cartas. Esse jogo era uma coisa de homens e nós [mulheres] não podíamos participar dele”, disse ela ao site A24.

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