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Esta coleção traz mais de 90 mil mapas dos séculos 16 ao 21

Entre as obras de coleção mantida pela Universidade de Stanford está um 'Atlas do Imperio do Brazil', produzido em 1868 por Candido Mendes de Almeida e usado como referência para obras posteriores

 

Lançada no final dos anos 1980, a David Rumsey Map Collection foca em mapas raros produzidos entre os séculos 16 e 21 de várias partes do globo.

Formado em artes plásticas na Universidade de Yale, Rumsey atuou em instituições de cultura antes de partir para os mercados imobiliário e de finanças. Em paralelo, passou a compor uma extensa biblioteca de mapas com mais de 150 mil itens.

A digitalização da coleção em alta resolução se iniciou em 1996. A partir de 2016, as obras coletadas por Rumsey passaram a ser geridas pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Todo o conteúdo está disponível para visualizar online, assim como baixar, no site David Rumsey Map Collection. São mais de 90 mil obras.

Hoje, ela traz tanto atlas geográficos, como mapas para navegação e mesmo obras artísticas, como um “Mapa antigo da Terra do Nunca” criado em 1918, que reúne, em um mesmo mundo imaginário, a geografia de dezenas de mitologias fantásticas.

Uma nota de apresentação afirma que “materiais criados na América distinguem a coleção. Eles ilustram a evolução da cultura, da história e de sua população. Uma inspeção mais de perto dos mapas frequentemente revela seu crescimento e o declínio de cidades, escavações de mineração, o desenvolvimento das estradas de ferro e a ‘descoberta’ do Oeste americano por exploradores europeus”.

Entre as obras, há representações antigas do Brasil. Entre eles, um "Atlas do Império do Brasil", produzido em 1868 por Candido Mendes de Almeida.

Segundo uma nota presente no site, esse foi o primeiro atlas do país e um marco da cartografia brasileira. No total, o atlas reúne 24 mapas das províncias daquela época, além de estatísticas de sua população e informações administrativas, eleitorais e eclesiásticas.

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