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O projeto que busca descomplicar a música clássica

Por meio de vídeos, playlists e podcasts, radialista Bela Pulfer dá dicas de como ouvir e apreciar o gênero musical

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Contornada por rigores próprios de comportamento e até vestuário, a música clássica carrega o estigma de ser inacessível e complicada. O mito da erudição em excesso do gênero musical acaba afastando novos públicos, principalmente entre os mais jovens.

Pensando em romper com essa lógica, a radialista Bela Pulfer lançou o “Clássica”, um projeto baseado em diversas plataformas digitais que quer ajudar as pessoas a se aproximarem do universo dos grandes — ou novos — clássicos.

“Parece que pra falar do tema, precisamos colocar um espartilho e respirar fundo pra não falar nada errado. O objetivo é mostrar que esse repertório é lindo, enorme, instigante e atual. Quebrar um pouco o gelo de que precisamos de pompa pra falar de Mozart, Beethoven ou Mahler”, explicou Pulfer ao Nexo.

Colaboradora regular do programa Metrópolis, da TV Cultura, e do boletim semanal do Minuto Osesp, veiculado na Rádio CBN, a radialista vai publicar dois vídeos semanais sobre a temática em seu canal no YouTube.

A ideia é alternar entre um conteúdo que apresenta alguma curiosidade ou dica a respeito da música erudita e outro que traz a agenda semanal dos concertos em cartaz em São Paulo. Os vídeos são acompanhados de  playlists e podcasts que estarão disponíveis pela plataforma Spotify. Todos os conteúdos são unificados em um site.

O vídeo de estreia, lançado na segunda semana de abril de 2019, desmistifica a ida a um concerto de música clássica, respondendo a dúvidas comuns daqueles que estão começando a explorar o gênero. “Há tantas regras, hora de aplaudir, que roupa usar. São coisas secundárias, mas as pessoas se preocupam tanto com isso que acabam travando e desistindo de ir pela primeira vez”, explica.

Para Pulfer, a ideia de que esse tipo de música é restrita a uma elite intelectual e financeira remonta às suas origens. Normalmente, compositores eram bancados por reis e mecenas e se apresentavam a um grupo restrito da nobreza. Com o tempo, começaram a se popularizar as casas de concerto.

Segundo ela, hoje é possível assistir a uma apresentação clássica gratuitamente ou com preços muito acessíveis. Falta transformar a ideia de que o gênero musical não é para todos. “Sempre trabalhei com música clássica e achei sempre muito enrijecido ou cheio de protocolos. A ideia desse projeto é usar as plataformas digitais que os millennials/centennials mais usam para falar de um jeito natural sobre um tema a rigor pouco interessante para esse grupo”, afirma.

A iniciativa ainda está em fase de estruturação, mas Pulfer promete expandir os conteúdos audiovisuais, incluindo entrevistas e convidados especiais.

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