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Estas são as cidades mais caras do mundo para se viver

Pela primeira vez, três metrópoles ficaram empatadas na primeira posição do ranking elaborado pela unidade de pesquisas da revista britânica The Economist

 

As cidades mais caras do mundo são Cingapura, Hong Kong e Paris, segundo o relatório Worldwide Cost of Living 2019 (o custo de vida mundial, em tradução livre), divulgado nesta terça-feira (19).

Desenvolvido há 30 anos pela empresa The Economist Intelligence Unit, unidade de análise e pesquisas da revista britânica The Economist, o estudo compara preços de 160 itens em supermercados e shopping centers de 133 cidades e, a partir do levantamento, destaca os lugares mais caros e mais baratos para se viver.

Esta é a primeira vez que a primeira posição do ranking é dividida por três cidades. Elas são até 7% mais caras que Nova York, a metrópole que é tomada como parâmetro do estudo: a partir dos dados anualmente levantados nas 133 cidades, os pesquisadores avaliam se eles subiram ou caíram em relação ao custo de vida nova-iorquino.

A pesquisa considera uma série de produtos e serviços dos lugares avaliados: gastos médios com alimentação, moradia, transporte, entretenimento, entre outros. Depois, os valores são convertidos para dólares. O método não mede padrões de consumo, ou seja, é considerado o valor absoluto dos serviços e produtos e não o quanto ele representa nos orçamentos das famílias de determinada cidade.

Por seis edições consecutivas, a cidade-Estado de Cingapura, no sudeste asiático, ocupou a primeira posição do ranking. Hong Kong (que estava no 2º lugar) e Paris (que estava no 8º) subiram ao topo.

De acordo com a autora do relatório, Roxana Slavcheva, a capital francesa é “extremamente cara” e está no top 10 desde 2003. "As cidades europeias tendem a ter os custos mais elevados nas categorias moradia, cuidados pessoais, lazer e entretenimento - sendo Paris uma boa representante nessas categorias - refletindo, talvez, um custo maior nos gastos supérfluos", declarou à BBC.

Em Paris, o custo médio do corte de cabelo feminino, exemplifica a autora, é US$ 119,04 (cerca de R$ 450,95). Na cidade suíça de Zurique, o custo é US$ 73,97 (R$ 280,22). Na cidade japonesa de Osaka, US$ 53,46 (R$ 202,52).

Zurique e Genebra estão empatadas em quarto lugar. Nova York (EUA), Seul (capital da Coreia do Sul) e Copenhague (capital da Dinamarca) ficaram em sétimo. Tel-Aviv (Israel) e Los Angeles (EUA) dividem a décima posição.

As mais caras em 2019

  • 1. Cingapura, Paris (França) e Hong Kong (China)
  • 4. Zurique (Suíça)
  • 5. Genebra (Suíça) e Osaka (Japão)
  • 7. Seul (Coreia do Sul), Copenhague (Dinamarca) e Nova York (EUA)
  • 10. Tel-Aviv (Israel) e Los Angeles (EUA)

 

A montanha-russa das cidades brasileiras

No ranking divulgado em 2019, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre as dez cidades onde os preços mais caíram. No ranking divulgado em 2017, as duas capitais estavam entre as dez cidades onde os preços mais subiram.

A montanha-russa das cidades brasileiras está associada, segundo o estudo, a “turbulências econômicas” relacionadas à cotação do dólar e à inflação no país.

No estudo atual, a queda da inflação no Brasil e o enfraquecimento do real diante do dólar derrubaram São Paulo e Rio de Janeiro no ranking: em 2018, o dólar teve alta de 16,92% diante do real e a inflação no país chegou a 3,75%. Assim, a capital paulista caiu 30 posições no ranking, ficando com a 107a posição; a capital fluminense caiu 26 posições, ficando com a 106a posição.

Na contramão desta tendência, o relatório anterior destacava rápido encarecimento de São Paulo e Rio de Janeiro. À época, o estudo destacou que as oscilações dos preços do petróleo e commodities exerceram expressiva influência nos custos de vida, em particular, no de mercados emergentes e em desenvolvimento dependentes desses produtos. Na edição de 2017, São Paulo subiu 29 posições, chegando ao 78º lugar, e Rio subiu 27 posições, alcançando o 86º lugar.

As últimas posições

Segundo o estudo, o custo médio de diversas cidades caiu devido a rupturas políticas ou econômicas. Logo, estar nas últimas posições do ranking não é necessariamente bom - os preços podem parecer muito baixos devido à desvalorização da moeda nacional diante do dólar, que é o parâmetro do relatório. 

No Oriente Médio, por exemplo, a cidade síria de Damasco, que desde 2011 é palco de uma guerra civil, está na penúltima posição do ranking.

Na América Latina, as capitais da Argentina e da Venezuela, que enfrentam crises econômicas, figuram entre as cidades mais baratas. Caracas, na Venezuela, onde a inflação atingiu 1.000.000% em 2018, é a última das 133 cidades.

As mais baratas em 2019


  • 133. Caracas (Venezuela)

  • 132. Damasco (Síria)

  • 131. Tashkent (Uzbequistão)

  • 130. Almaty (Cazaquistão)

  • 129. Bangalore (Índia)

  • 128. Karachi (Paquistão)

  • 127. Lagos (Nigéria)

  • 126. Buenos Aires (Argentina)

  • 125. Chennai (Índia)

  • 124. Nova Déli (Índia)

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