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As fotos de quem vive onde é crime ser LGBTI

Projeto ‘Where Love is Illegal’ retrata e conta histórias de vítimas da criminalização das relações homoafetivas pelo mundo

 

Desde 2015, o fotógrafo neozelandês Robin Hammond faz fotos e coleta depoimentos de pessoas LGBTI que vivem em países como Nepal, Gana e Irã, onde há leis que criminalizam relações homoafetivas.

Encabeçada por Hammond e sua ONG, a Witness Change, a campanha “Where Love is Illegal” (Onde o amor é ilegal, em tradução livre) busca sensibilizar pessoas a respeito da discriminação e das punições brutais a que a população LGBTI está sujeita, com o objetivo de transformar opiniões e impactar políticas públicas.

Segundo o site, 72 países possuem leis penais contra atos sexuais entre lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans ou intersexuais. A apresentação destaca que, nesses países, pessoas precisam amar em segredo e esconder seu verdadeiro eu.

Entre todos esses países, há nuances do que é ou não permitido e quais são as punições. Uma seção do site da campanha traz informações sobre cada país, que podem ser consultadas em um mapa-múndi. 

 

Os depoimentos e retratos não se restringem aos países em que há proibição legal explícita de viver sendo homossexual. Habitantes de países com altos índices de violência contra LGBTIs, como o Brasil, também podem compartilhar suas histórias.

“Como artista, sei que uma única fotografia é capaz de contar uma verdade maior do que uma pilha de estatísticas, e há uma humanidade profunda em dar aos indivíduos que estão nas margens a oportunidade de vir à luz. As imagens de Robin contam a história da luta e da sobrevivência, da resiliência e da empatia, da discriminação e do trabalho duro, do ativismo necessários para superá-la. Essas imagens nos mostram pessoas que querem apenas viver honestamente, abertamente, com dignidade e sem medo”

Elton John

Em artigo de opinião sobre o projeto publicado pelo jornal The New York Times em 2018

Como funciona

É possível compartilhar sua própria história, enviar foto e vídeo, pelo site do projeto, por e-mail ou entrando em contato pelas redes sociais.

A campanha esclarece que os retratados escolhem como querem posar, o que querem vestir e como querem se apresentar. Também escrevem à sua maneira a história que desejam dividir com o mundo através do projeto.

Além da campanha nas redes sociais, a “Where Love Is Illegal” também realiza exposições e angaria doações, colaborando com organizações locais que trabalham para combater a perseguição à população LGBTI.

 

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