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Este fotógrafo retrata povos nativos pelo mundo

Projeto ‘O Mundo em Rostos’, criado por um russo, busca montar ‘caleidoscópio étnico’ com fotos de pessoas comuns em seus trajes típicos 

 

Alexander Khimushin nasceu na remota Iakutsk, uma das cidades mais frias do mundo, na Sibéria. Foi visitando lugares afastados e de difícil acesso, como sua terra natal, que o fotógrafo russo se tornou conhecido.

Em cada canto que ia, retratava aleatoriamente com sua câmera as pessoas que encontrava pelo caminho. Uma dia, ao rever seus arquivos, decidiu juntar cerca de 200 deles no projeto “The World in Faces” (O Mundo em Rostos), que apresenta no Instagram e no Facebook desde 2016.

Seus retratos chamam a atenção pelas cores e trazem pessoas comuns em seus trajes típicos. O trabalho é fruto de quase uma década de viagens por mais de 80 países. Khimushin vive, atualmente, na Austrália.

“Ainda intocadas pela globalização, estas pessoas ficavam felizes em encontrar um estranho e me convidavam para visitar suas casas. Elas se interessavam por quem eu sou e de onde venho. Quando explicava o motivo da minha visita, muitos queriam ajudar e convidavam os amigos e parentes para tirar fotos”, contou, em 2017, ao canal CNN.

Ele lançou os retratos em livro. Algumas de suas fotos foram também usadas pela ONU em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em dezembro de 2018.

O tempo de imersão

Ao site My Modern Met, o fotógrafo contou que recebeu convites para fotografar um país por semana para uma série e apresentar um programa de turismo na TV.

“Eu não me interesso por essas coisas. Eu vou fazer no meu próprio ritmo, com uma profunda conexão com os lugares e as pessoas que estou fotografando. Tenho que viver isso, sentir sob a minha pele. Caso contrário, é apenas falso. Não sei aonde esse projeto irá me levar ao fim, mas isso é uma jornada de desenvolvimento pessoal para mim também”, afirmou.

Ele diz que as pessoas acabaram se tornando a razão para suas viagens. “Algum tempo atrás, decidi não apenas fotografar as pessoas, mas também contar suas histórias. Existem tantas pessoas com histórias maravilhosas e muito diferentes daquelas de pessoas vivendo no mundo moderno. Entretanto, fazer tudo isso é muito mais desafiador. Tenho que ficar por mais tempo nos lugares, encontrar maneiras de falar as línguas locais, encontrar não apenas pessoas com roupas tradicionais, mas personalidades interessantes para conversar”, contou.

Em 2017, o fotógrafo voltou para a Sibéria para passar seis meses se dedicando ao projeto. Na região, vivem 41 grupos étnicos. “Sinto que deveria visitar todos eles e mostrar seus rostos orgulhosos e tradições únicas para o resto do mundo”, disse.

 
 

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