Os cursinhos populares. E a ideia de universidade para todos

Uneafro oferece 2.000 vagas para alunos pobres e negros que tentam vaga em faculdades. Iniciativa é reação à fala do ministro da Educação, para quem universidade deve ser reservada à ‘elite intelectual’

 

Em dez anos, 15 mil pessoas passaram pelos cursinhos comunitários da Uneafro, uma rede de articulação e formação de jovens e adultos moradores de áreas periféricas. Em 2019, ano em que o grupo completa dez anos de existência, a rede abriu 2.000 vagas gratuitas para jovens pobres e negros que buscam entrar nas universidades do país. São 32 núcleos espalhados por comunidades do Rio e de São Paulo.

Ao Nexo, Douglas Belchior, professor e coordenador da rede, diz que a ideia é reagir à política do governo Bolsonaro, que enxerga a universidade como um espaço exclusivo “para os filhos dos ricos” e para uma “elite acadêmica iluminada”. “Nós voltamos a crescer. Saímos de 26 núcleos em 2018 e fomos para 32 em 2019”, conta. As inscrições estão abertas ao longo do mês de fevereiro, e os cursos começam em março de 2019.

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