A escola que atende apenas crianças em situação de rua

Instituição nos EUA é adaptada para necessidades específicas de grupo sem acesso a moradia, vestuário e meios de transporte

 

Na escola de ensino fundamental Positive Tomorrows (Amanhã positivo, em tradução livre), nenhuma criança tem lugar fixo para dormir. Localizada em Oklahoma City, no meio-oeste americano, a instituição atende crianças sem-teto desde 1989.

A escola é adaptada para as necessidades específicas de um grupo onde falta moradia, vestuário e acesso a meios de transporte. Um conceito central do trabalho da instituição é “remover barreiras”, ou seja, os impedimentos a um bom aproveitamento pedagógico que sua condição social pode causar.

Como os alunos constantemente dormem em lugares diferentes, um ônibus da escola os busca onde estiverem. Basta que telefonem avisando. Também são fornecidas refeições gratuitas e nutritivas a todos para que ninguém assista à aula com fome, segundo o site da instituição. Peças de roupa, calçados e produtos para higiene pessoal também são disponibilizados.

Outro aspecto em que a escola atua é junto à família do aluno. “Sabemos que uma vida familiar estável e segura irá ajudar nossos estudantes a seguirem no curso”, afirma seu site. Para tanto, promove programas que ajudam as famílias a encontrarem abrigo, comida e vestuário. Depois, elas recebem apoio para o aprendizado de habilidades de vida e a procura de emprego.

“Sabemos que o envolvimento dos pais é um indicador chave de sucesso”, continua o texto do site. Assim, o local oferece todas as condições para que pais possam ir a atividades na escola, incluindo transporte, uma refeição e cuidado com crianças.

“Essas crianças são como outras crianças”, afirmou uma professora ao site NPR. “Elas vêm para a escola e estão prontas e empolgadas para aprender.” E, continuou a professora, não são tristes ou causadoras de problemas.

Quando foi fundada, a Positive Tomorrows era uma parceria entre o poder público municipal o departamento estadual de educação e ONGs nacionais. Entretanto, uma lei federal de 2002 decretou que escolas públicas americanas não poderiam mais segregar estudantes com base em sua condição de moradoras de rua. A escola então reabriu como entidade privada, com fundos provenientes de doadores individuais, fundações e corporações.

Segundo informações de um centro federal para educação de moradores de rua, cerca de 1,3 milhão de estudantes americanos não tinham onde morar no ano letivo de 2014-15. O número representou um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior.

PARA CONTINUAR LENDO,
TORNE-SE UM ASSINANTE

Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
SEM DIFICULDADES

Já é assinante, entre aqui

Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.