O que não foi feito desde Mariana. E os riscos da mineração

Rompimento de barragens da Vale repete, em Brumadinho, desastre de três anos atrás. Especialistas comentam o papel de governo e empresas em tragédia

 

Em 5 de novembro de 2015, o Brasil e o mundo assistiram, perplexos, ao maior desastre ambiental do país. A tragédia de Mariana, como ficou conhecida, causada por um rompimento de barragem na cidade histórica mineira, levou à morte de 19 pessoas e ao derramamento de 32 bilhões de litros de rejeitos de mineração no Rio Doce, que se espalharam por mais de 600 km. A obra pertencia à Samarco, mineradora controlada pela anglo-australiana BHP Billiton e pela brasileira Vale.

Pouco mais de três anos depois, a história se repete no mesmo estado, desta vez, na cidade de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No dia 25 de janeiro de 2019, o rompimento de uma barragem gerou um vazamento que atingiu o centro administrativo da Vale e casas na área rural da cidade. Os rejeitos desaguaram no Rio Paraopeba, que faz parte da bacia do Rio São Francisco. O volume do vazamento agora é menor, 12,7 bilhões de litros. Mas desta vez, em Brumadinho, há mais vítimas: 58 mortes haviam sido confirmadas até a noite de domingo (27), e centenas de pessoas, em sua maioria funcionárias da Vale, estão desaparecidas.

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