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O acervo completo da revista Manchete, agora online

Arquivos de mais de 2.000 edições de uma das principais publicações ilustradas do século 20 foram digitalizados pela Biblioteca Nacional

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    A Biblioteca Nacional disponibilizou para consulta gratuita o acervo completo da Manchete, revista ilustrada publicada semanalmente no país entre 1952 e 2007. Os arquivos estão no site da Hemeroteca Digital, projeto que já digitalizou outros jornais e revistas brasileiros.

    Marcada por sua concepção moderna, inspirada na francesa Paris Match, pelo otimismo e pelo fotojornalismo, a Manchete foi a segunda maior revista do Brasil em sua época, atrás da tradicional O Cruzeiro (1928-1975). Em certo momento, chegou a desbancar a concorrente.

    “O Brasil cresceu muito, suas mil faces reclamam muitas revistas, como a nossa, para espelhá-las. Manchete será o espelho escrupuloso das suas faces positivas, assim como do mundo trepidante em que vivemos e da hora assombrosa que atravessamos.”

    Revista Manchete

    em seu primeiro editorial, publicado em 26 de abril de 1952

    2.573

    é o número de edições e suplementos digitalizados pela Hemeroteca Digital; no total, são 316.057 páginas

    Fotorreportagens em cores vivas — uma das principais marcas da Manchete — sobre eventos políticos, sociais e culturais deram contribuições relevantes a capítulos da história do país no século 20.

    A revista foi a única a publicar uma foto de João Goulart deixando o Rio quando o ex-presidente fora deposto pelo golpe militar em 1964. Dez anos antes, sua edição a respeito do suicídio de Getúlio Vargas havia esgotado em poucas horas e exigira um número extra sobre o estadista.

    Foto: Reprodução/Hemeroteca Digital
    Capa da edição n. 23 da revista Manchete, de 1952
    Foto: Reprodução/Hemeroteca Digital
    Capa da edição n. 45 da revista Manchete, de 1953
    Foto: Reprodução/Hemeroteca Digital
    Capa da edição n. 1.740 da revista Manchete, de 1985
     

    No auge da Manchete, a equipe de colaboradores contava com os escritores Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Rubem Braga, Nelson Rodrigues, Lígia Fagundes Telles e o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que tinha forte relação com a direção da revista.

    Entre os fotojornalistas, destacou-se o francês radicado no Brasil Jean Manzon, que havia ficado conhecido pelo trabalho em O Cruzeiro.

    Idealizada pelo ucraniano Adolpho Bloch, cuja família emigrou para o Brasil fugindo do comunismo soviético, a Manchete foi publicada pela primeira vez pela Bloch Editores e circulou sem interrupções até o ano 2000, com a falência da empresa. Adquirida por outros donos, voltou a circular por mais sete anos, em edições especiais sem periodicidade.

     

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