Ir direto ao conteúdo

Esta plataforma reúne quadros e desenhos de David Bowie

Acervo digital reúne 30 trabalhos da obra visual do músico inglês, que marcou o pop mundial e faleceu em 2016

    Temas
     

    Uma galeria armazenada na plataforma digital de arte “Very Private Gallery” e mantida por um usuário que se identifica como Greg Bot reúne dezenas de pinturas e ilustrações de David Bowie, músico britânico que marcou o rock e o pop mundial e faleceu em 2016.

    A galeria, criada em 2017 e atualizada pela última vez em dezembro de 2018, contava até então com 30 produções de Bowie — que, ainda que tenha feito história na música, divulgou menos seus trabalhos de artes visuais, que ainda hoje são pouco conhecidos por parte do público.

    O acervo, que levou o nome “A Soulful Art Legacy” (“Um legado artístico com alma”, em tradução livre), reúne gravuras em alta resolução de diferentes fases da obra visual de Bowie, cuja pintura foi marcada pela influência de movimentos como o expressionismo alemão e de artistas como Frank Auerbach, David Bomberg e Francis Picabia.

    A reunião de litogravuras de inspiração expressionista, acentuada na época em que Bowie viveu em Berlim, na Alemanha, compõe mais de um terço da galeria. As obras foram feitas entre meados da década de 1970 e o fim dos anos 1990 e incluem um retrato do músico Iggy Pop.

     

    Bowie também criou mais de um retrato do pianista Mike Garson — que concedeu as imagens à galeria digital — e diversos autorretratos, feitos sobretudo no ano de 1996. Os desenhos mesclam influências artísticas.

     
     

    Parte do acervo inclui rascunhos e desenhos inacabados que Bowie fez para diferentes projetos, incluindo o cenário e a maquiagem de um filme (não produzido) que vinha sendo gestado pelo músico em 1974.

     

    O acervo também reúne duas imagens de desenhos que Bowie fez quando viajou à África do Sul. Segundo o criador da galeria, as obras ilustram “pensamentos do músico sobre a história do ‘ancestral branco’”.

    “Em 1995, Iman [modelo e esposa de David Bowie desde 1992] e eu fizemos nossa primeira viagem à África do Sul”, o músico escreveu. “Uma das histórias predominantes é que, quando as primeiras tribos [sul-africanas] viram o homem branco, presumiram que estavam sendo visitadas por seus ancestrais — em sua mitologia, os ancestrais aparecem como uma forma branca fantasmagórica”.

     

    O legado de David Bowie

    Nascido em Londres em 1947, David Bowie iniciou a carreira na década de 1960. Conhecido como “Camaleão do Rock”, encarnou diversos personagens e, pela criatividade de sua obra, é considerado um dos músicos mais populares, inovadores e influentes de todos os tempos.

    São de sua autoria algumas das músicas mais famosas do pop britânico nas décadas de 1960 e 1970, como “Space Oddity”, “Life on Mars?” e “Heroes”. Bowie também produziu discos de Lou Reed e Iggy Pop. Sempre cuidadosamente planejada — às vezes, cênica — sua obra musical influenciou áreas como ficção científica, publicidade e moda.

    Na década de 1970, quando roqueiros se julgavam “semideuses”, Bowie usou o artifício e a encenação para rir do circo do rock’n’roll, que se levava muito a sério. No álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders of Mars” (1972), o britânico narrou a trajetória de um astro de rock marciano que era alçado à condição de profeta e visionário na Terra, mas morria decadente e esquecido, agarrado a glórias passadas.

    Após a morte de Bowie, no dia 10 de janeiro de 2016, o Nexo escreveu que o músico “nunca poderia pertencer a nenhum movimento, pois seu olho estava sempre navegando por diferentes e muitas direções”.

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Já é assinante?

    Entre aqui

    Continue sua leitura

    Para acessar este conteúdo, inscreva-se abaixo no Boletim Coronavírus, uma newsletter diária do Nexo: