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O plano para tornar Londres uma cidade mais ciclista

Documento cita impactos positivos no meio ambiente, saúde da população, trânsito e economia como consequências de uma adesão maior à bicicleta

     

    A prefeitura de Londres anunciou um plano para fomentar o ciclismo e aumentar o número de viagens feitas por bicicleta na cidade.

    O documento que detalha a proposta cita impactos positivos no meio ambiente, saúde da população, trânsito e economia como consequências de uma adesão maior à bicicleta

    “Temos uma emergência de mudanças climáticas, uma crise do ar tóxica, uma crise de inatividade em Londres e com o crescimento significativo [na população] que está vindo estes desafios apenas irão se exacerbar”, lembrou o comissário de ciclismo e caminhada da cidade, Will Norman, em entrevista à Forbes.

    O documento lembra que costuma se dizer que se pedala mais em países como Dinamarca e Holanda pelo fator cultural ou por causa da topografia ou porque as cidades são menores. “Na verdade, estas cidades têm mais ciclismo porque suas ruas foram desenhadas para priorizar pessoas e não carros”, afirma o documento.

    Atualmente, informa a apresentação, 80 mil viagens de bicicleta são realizadas todo dia em Londres como parte de trajetos que também usam o transporte público. Ao mesmo tempo, 46% dos londrinos são desencorajados a pedalar por medo de colisões.

    O plano tem como objetivo integrar os diferentes esquemas e formatos de ciclovia na cidade. Outro foco é aumentar a segurança dessas rotas para bicicleta. Um dos itens da proposta inclui a criação de um banco de dados da infraestrutura para ciclistas, de caminhos a estacionamentos, que estará disponível para o público.

    O objetivo é que, em 2041, 83% das viagens sejam feitas a pé, por bicicleta ou por transporte público. O número hoje é de 63%. A proposta também quer que 70% dos londrinos vivam em até 400 metros da rede ciclista londrina. 

    O programa, entretanto, foi criticado por não propor o estabelecimento de novas rotas de ciclismo, optando apenas por requalificar a rede existente. Peter Walker, responsável pelo blog de ciclismo do jornal The Guardian, considerou o plano “corajoso” e com “ideias interessantes”, mas “em suas 59 páginas brilhantes não consegui detectar nenhum plano novo para a infraestrutura de ciclismo”.

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