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A loja de xadrez de Nova York que acolhe de médicos a sem-teto

'Pessoas que falam qualquer língua podem sentar aqui e jogar xadrez. Pode-se conversar sem falar uma única palavra', afirma o dono da Chess Forum

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    O documentário “O rei da noite” é sobre um tipo raro de notívago, sem nenhuma relação com festas e boemia. O palestino Imad Khachan, que chegou a Nova York em 1948, é o proprietário da “última loja de xadrez” da cidade.

    A Chess Forum abre de segunda a segunda, das 11 da manhã à meia-noite. Fundada em 1995, ela tem tabuleiros, peças e acessórios de todo tipo. O espaço é muito mais do que um local de varejo: com várias mesas de jogo, também faz as vezes de ponto de encontro de amantes do xadrez.

    É comum os jogadores vararem a noite, indo muito além do horário de fechamento. Uma dupla de senhores, especializada em “xadrez em alta velocidade”, de partidas de 5 minutos, chega a jogar 200 vezes por semana.

    O documentário sobre a loja, que fica no bairro de Greenwich Village, mostra uma frequência que vai de crianças a idosos. Estes pagam menos por uma hora de jogo na loja: US$ 1 e de graça, respectivamente.

    A diversidade é celebrada pelo dono. “Pessoas que falam qualquer língua podem sentar aqui e jogar xadrez. Pode-se conversar sem falar uma única palavra”, afirma Khachan no filme.

     

    Em entrevista a um site de preservação histórica do Greenwich Village, Khachan contou a história de um médico formado em  Harvard, refinado e bem-vestido, que vinha sempre à loja jogar com um morador de rua. O médico sempre perdia para o sem-teto, um mestre do xadrez.

    A loja (e o site) vendem conjuntos de xadrez em vários tipos de cores, tamanhos e materiais. Há também opções temáticas: jogos em que as peças são personagens de “Senhor dos Anéis”, “Star Wars” e de livros do escritor inglês Charles Dickens. Um conjunto “Bauhaus” apresenta peças de geometria minimalista, ao estilo da escola de arte e desenho alemã.

    “Existem bem poucos lugares em Nova York que aceitam e acolhem qualquer um — qualquer um mesmo — para sentar e gastar quantas horas quiser, por pouco ou nenhum custo”, afirmou uma das diretoras do filme, Molly Brass. “É quase uma ideia revolucionária atualmente.”

    O filme foi realizado pela produtora Lonelyleap para o site da revista americana The Atlantic.

     

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