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Uma visita virtual ao Museu Nacional antes do incêndio

Site simula como era entrar e caminhar pela construção de 1803, que foi residência da família imperial

 

Na noite de 2 de setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, localizado no parque Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro.

As chamas consumiram a maior parte dos documentos, objetos, fósseis e outros itens, coletados ao longo dos 200 anos da instituição científica mais antiga do país. Desde então, equipes de buscas têm vasculhado os escombros em busca de itens que possam ser restaurados.

Até que isso aconteça, é possível visitar uma exposição online lançada no dia 13 de dezembro de 2018, que mostra o acervo do museu nacional antes do incêndio, na plataforma “Por dentro do Museu Nacional”.

Trata-se de uma parceria entre o Google Arts & Culture e a instituição, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo informações do portal UOL, há mais de 50 outras instituições brasileiras com tours organizados pelo serviço do Google.

Como a coleta de imagens para a plataforma começou a ser organizada em 2016, é possível fazer um tour guiado e visualizar o museu como ele era antes do incêndio. É possível ver, por exemplo, o crânio de Luzia, que pode ter até 13 mil anos de idade e é considerado o fóssil humano mais antigo das Américas.

Em outubro de 2018, equipes de busca anunciaram que encontraram fragmentos do crânio, que ainda precisa, no entanto, ser recuperado.

É também possível observar o Meteorito Bendegó, formado por ferro e níquel, encontrado em 1784 próximo à cidade de Monte Santo, na Bahia, a representação do esqueleto de um tiranossauro, o primeiro esqueleto de dinossauro de grande porte brasileiro montado para exposição no país.

Há ainda nove exposições temáticas que não realizam um tour 3D, mas trazem fotos de textos baseados na coleção do acervo. Há, por exemplo, exposições dedicadas ao acervo indígena do Museu Nacional, à  paleontologia, à cultura kumbuktu, à arqueologia pré-colombiana e ao Egito Antigo.

Também é possível mudar o ângulo de visão do tour para qualquer ângulo e observar o prédio do Museu Nacional, o Paço de São Cristóvão, inaugurado em 1803 e antigo lar da família real. Grande parte do teto, do chão e das paredes que podem ser vistos no tour foram completamente destruídos pelo fogo.

Os planos de recuperação do Museu Nacional não envolvem reconstruir essa estrutura, mas sim manter a fachada e criar algo novo no local do prédio destruído.

O museu online é lançado ao mesmo tempo em que equipes de busca tentam recuperar itens nos escombros. Até o momento, 1.500 itens foram recolhidos, entre peças das coleções, equipamentos, objetos pessoais, fragmentos arquitetônicos e objetos que ainda não foram identificados. Entre eles, pontas de flechas feitas por indígenas no início do século 20, urnas de cerâmica tupi e marajoara e bonecas karajá.

No dia 12 de dezembro de 2018, o governo alemão anunciou uma doação de 180 mil euros para a recuperação do acervo resgatado do museu.

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