Ir direto ao conteúdo

Este museu oferece visitas como tratamento de saúde

Instituição canadense oferece a médicos 50 ingressos por ano, que poderão ser repassados a pacientes

 

Em julho de 2017, uma comissão do Parlamento britânico lançou um relatório no qual sistematizou o resultado de pesquisas e experiências práticas no país e defendeu o uso da arte como parte da estratégia no campo da saúde pública. Em um trecho, o relatório afirma que:

“Os maiores desafios para os sistemas de saúde e seguridade social vêm de uma população envelhecendo e a prevalência de doenças para as quais não há curas óbvias (...) Nós defendemos uma disposição informada e de mente aberta para aceitar que as artes podem representar uma contribuição significativa para lidar com uma série de desafios que nossos sistemas sociais e de saúde enfrentam”

Relatório ‘Arte criativa: as artes para saúde e bem-estar’, do Grupo Suprapartidário para Artes, Saúde e Bem-estar

Esse ponto de vista não é defendido apenas no Reino Unido. A partir do dia 1º de novembro de 2018, o Museu de Artes Plásticas de Montreal, no Canadá, pretende implementar uma medida que emprega a fruição de arte como parte do tratamento de saúde, em um plano-piloto com duração de um ano.

O museu distribuirá ingressos a membros interessados da Médecins Francophones du Canadá, uma associação médica que tem como objetivo difundir práticas de medicina humanizada no país. Cada um poderá retirar até 50 ingressos por ano, e distribuí-los para seus pacientes.

Em nota, a diretora do museu Nathalie Bondil afirmou que as visitas devem ser oferecidas a pacientes com problemas de saúde física ou mental, que podem se beneficiar de “um lugar acolhedor, relaxante, revitalizante, e uma oportunidade para fortalecer seus laços com as pessoas que amam”. Aos céticos, afirmou que:

“Estou convencida que, no século 21, a cultura será aquilo que a atividade física foi para a saúde no século 20. Experiências culturais irão beneficiar a saúde e o bem estar, assim como esportes contribuem para a boa forma. Céticos devem se lembrar que, há apenas cem anos, acreditava-se que esportes distorciam o corpo e ameaçavam a fertilidade de mulheres”

Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

Já é assinante?

Entre aqui

Continue sua leitura

Para acessar este conteúdo, inscreva-se abaixo no Boletim Coronavírus, uma newsletter diária do Nexo: