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Qual a situação das disputas de segundo turno dos estados

Campanha ao governo continua em 13 estados e no Distrito Federal. Ibope mostra como está a preferência do eleitor em cinco desses locais

     

    Eleitores de 13 estados e do Distrito Federal vão definir seus governantes em 28 de outubro, junto com a escolha do novo presidente da República. O clima do segundo turno da campanha pelo Palácio do Planalto, disputada entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), também se reflete nas definições regionais.

    Entre os 28 candidatos a governador onde há segundo turno, 16 declaram apoio ao capitão da reserva, que lidera as intenções de voto. Somente três ficaram do lado do ex-prefeito paulistano e o restante ficou neutro, de acordo com levantamento feito pelo jornal O Globo.

    Nos 13 estados onde a disputa foi definida no primeiro turno, sete dos vencedores eram apoiadores de Haddad. Todos são do Nordeste, única região em que Bolsonaro não teve maioria de votos na disputa presidencial do primeiro turno.

    Abaixo, um retrato da disputa aos governos de quatro estados e do Distrito Federal, onde foram realizadas pesquisas de intenção de votos pelo instituto Ibope. O índice compara os votos válidos, em que são excluídos brancos, nulos e indecisos.

    Com exceção do Rio Grande do Sul, nas demais unidades lideram as pesquisas aqueles candidatos que apoiam ou manifestam simpatia a Bolsonaro.

    A situação de São Paulo

    A campanha paulista está acirrada, com o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) e o atual governador Márcio França (PSB) empatados no limite da margem de erro.

    O tucano lidera as pesquisas feitas pelo Ibope e também tem o maior índice de rejeição. Dizem não votar nele “de jeito nenhum” 34% dos eleitores — dois pontos acima em relação à pesquisa anterior. A rejeição a França está em 27%, sete pontos a mais da verificada em 17 de outubro.

    A disputa paulista

     

    Doria, que tenta eleger o PSDB pela sétima vez ao Palácio dos Bandeirantes, tem pautado sua campanha principalmente pelo discurso antipetista e em seu apoio a Bolsonaro. O capitão da reserva foi o mais votado no estado no primeiro turno e também lidera as pesquisas no segundo turno.

    França declarou neutralidade na campanha presidencial e tenta rebater a associação feita pelo adversário de que é um aliado petista. O PSB apoiou o PT nos governos Lula e no início da gestão Dilma Rousseff, e rompeu com a legenda em 2013. Em São Paulo, o PSB e França, em especial, são aliados do PSDB. Antes de ser vice de Alckmin, França foi secretário de Esporte e Turismo na gestão do tucano entre 2011 e 2015.

    A situação em Minas Gerais

    O candidato do partido estreante nas eleições, Romeu Zema (Novo), mantém grande vantagem em relação ao senador e ex-governador Antonio Anastasia (PSDB). Zema é empresário e disputa sua primeira eleição. O resultado da votação dele no primeiro turno surpreendeu, favorecido pelo forte desgaste pelo qual passam PSDB e PT em Minas.

    A disputa mineira

     

    O rosto novo e a afinidade com o discurso de Bolsonaro, a quem Zema declara apoio desde o primeiro turno, também contribuíram para seu desempenho. Anastasia declarou neutralidade no segundo turno.

    A rejeição a Zema e a Anastasia oscilaram para cima. O índice de Zema passou de 13% para 14%, e o do tucano de 41% para 42%.

    A situação no Rio de Janeiro

    A distância entre Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) diminuiu oito pontos percentuais entre o intervalo das duas pesquisas Ibope realizadas no segundo turno. A exemplo do resultado em Minas, o candidato do PSC e ex-juiz federal surpreendeu ao terminar a votação de 7 de outubro à frente de Paes, prefeito do Rio entre 2009 e 2016.

    A disputa fluminense

    Estreante em eleições e com discurso semelhante ao de Bolsonaro no combate à violência, Witzel procura associar sua campanha e sua imagem ao capitão da reserva. Mais distante do adversário nas pesquisas, o candidato do DEM também tem feito elogios a Bolsonaro.

    Na segunda etapa da campanha, a rejeição ao ex-juiz passou de 18% para 22%. O índice de quem não votaria em Paes oscilou para baixo, de 48% para 46%.

    A situação no Rio Grande do Sul

    A intenção de votos indica que os eleitores vão manter a tradição de nunca reeleger um governador no Rio Grande do Sul. O atual gestor José Ivo Sartori (MDB) está 20 pontos percentuais distante de seu adversário, o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite.

    A disputa gaúcha

     

    Ambos declararam apoio a Bolsonaro, o mais votado em toda região Sul no primeiro turno. No Rio Grande do Sul, o PSL declarou apoio a Sartori. A rejeição dos dois candidatos oscilou para cima. O índice de Leite passou de 12% para 14%, e o de Sartori, de 26% para 37%.

    A situação no Distrito Federal

    O cenário da campanha até o momento indica estabilidade e ampla vantagem para o líder nas pesquisas. As duas sondagens do Ibope registraram os mesmos índices de votos válidos tanto para o advogado Ibaneis Rocha (MDB) quanto para o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

    A disputa no DF

     

    Ibaneis, candidato mais risco na disputa, com patrimônio declarado em R$ 94 milhões, disputa pela primeira vez uma eleição. O advogado não declarou seu voto na campanha presidencial. Na segunda-feira (22), ele disse torcer por Bolsonaro. Rollemberg não declarou seu voto na disputa presidencial e disse que tem por valores a defesa da democracia e o respeito à diversidade.

    A rejeição a Ibaneis oscilou para cima, de 14% para 16%. O mesmo índice é mais alto para Rollemberg, de 59% (igual percentual verificado na pesquisa de 17 de outubro).

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