Ir direto ao conteúdo

3 boatos verificados na reta final do 2º turno presidencial

O ‘Nexo’ faz parte do projeto Comprova, que apurou publicações sobre os dois candidatos e urnas eletrônicas

    O Nexo faz parte do Comprova, projeto que combate a desinformação na campanha presidencial de 2018. O Comprova reúne 24 diferentes veículos de comunicação brasileiros para identificar e apurar informações enganosas ou deliberadamente falsas na internet que envolvam a disputa ao Palácio do Planalto.

    Nas eleições de 2018, as notícias falsas ganharam centralidade, seja pelo volume com que invadem as redes sociais e os aplicativos de mensagens, seja pelas acusações e denúncias trazidas a público por candidatos. Abaixo, selecionamos três verificações feitas pelo Comprova na semana que passou, a penúltima da campanha do segundo turno. Confira:

    É falso que Haddad defendeu incesto em livro de 1998

    É falso que Fernando Haddad defendeu, em um livro seu de 1998, a prática de relações incestuosas entre pais e filhos. A equipe do Comprova leu o livro e constatou que não há nenhuma passagem nesse sentido. A Editora Vozes, responsável pela publicação, também afirmou que o conteúdo divulgado nas redes “não existe” no livro.

    O boato falso foi publicado pelo escritor Olavo de Carvalho, no Facebook. Ele posteriormente apagou a mensagem e, em um novo post, afirmou ter se equivocado. O conteúdo deu origem a memes usados em correntes do WhatsApp.

    A obra em questão é “Em defesa do socialismo: Por ocasião dos 150 anos do Manifesto”, uma análise de Haddad sobre o “Manifesto comunista”, escrito em 1848 pelos pensadores alemães Karl Marx e Friedrich Engels.

    Essa verificação foi feita por: Folha de S.Paulo e SBT, e validada por outros veículos. Veja aqui a íntegra da verificação.

    São falsos posts de que Bolsonaro vai mudar padroeira do Brasil

    São falsas as publicações segundo as quais Jair Bolsonaro vai, se eleito, mudar a imagem de Nossa Senhora Aparecida e retirá-la do posto de santa padroeira do Brasil. Seria uma forma de retribuir o apoio de fato anunciado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

    Há duas versões desse boato. A primeira imita a aparência de uma notícia da Folha de S.Paulo, dizendo que, num encontro entre Bolsonaro e Edir Macedo, teria sido feito um acordo para retirá-la do posto de padroeira, pelo “tom de pele” escuro da imagem. Segundo o próprio jornal, essa notícia jamais foi publicada e se trata de uma montagem.

    Na segunda versão, é dito que Bolsonaro assinou um projeto de lei que estabelecia a troca do termo “padroeira do Brasil” para “padroeira dos brasileiros católicos”. Esse projeto foi arquivado em 2008 e é de autoria de um deputado federal do MDB. Não há nenhuma evidência pública nem registro de apoio oficial ou extraoficial de Bolsonaro sobre essa proposta.

    Essa verificação foi feita por: BandNews FM e O Povo, e validada por outros veículos. Veja aqui a íntegra da verificação.

    É falso áudio de que fraude eleitoral em Curitiba foi confirmada

    É falsa a mensagem de áudio de que foi comprovada fraude eleitoral após auditoria de urnas eletrônicas em Curitiba. De fato, seis urnas usadas no primeiro turno foram apreendidas no estado, a mando do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, mas a auditoria aconteceu na sexta-feira (19), dias depois do áudio circular, portanto não seria possível comprovação de qualquer tipo de fraude. O resultado dessa auditoria apontou que não houve nenhum indício de fraude nas urnas.

    Quem requereu a auditoria à Justiça foi o PSL, partido de Bolsonaro. O pedido citou relatos de eleitores de direcionamento automático de voto para Haddad, de confirmação do voto para presidente antes de apertar a tecla “confirma”, de ausência de foto de Bolsonaro e de impossibilidade de votar para presidente. Parte dos relatos que embasou o pedido veio das redes sociais.

    Essa verificação foi feita por: O Povo e BandNews FM, e validada por outros veículos. Veja aqui a íntegra da verificação.

    Você recebeu algum conteúdo sobre a campanha presidencial que gerou dúvida e gostaria que o Comprova checasse? Envie uma mensagem de WhatsApp para (11) 97795-0022 ou um email para o Comprova.

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Já é assinante?

    Entre aqui

    Continue sua leitura

    Para acessar este conteúdo, inscreva-se abaixo no Boletim Coronavírus, uma newsletter diária do Nexo: