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Como é o museu de cultura pop criado pelo fundador da Microsoft

Morto em 15 de outubro, Paul Allen criou em 2000 uma instituição dedicada a áreas como música, ficção científica, cinema e quadrinhos

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    Mudanças climáticas, neurociência, inteligência artificial e o genoma humano são algumas das “grandes questões desafiantes” que interessavam a Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft, morto em 15 de outubro, aos 65 anos, vítima de um linfoma.

    “Tive a sorte no verão passado de ir à Groenlândia, ver os glaciers e literalmente assistir ao aquecimento global acontecendo”, explicou em entrevista ao Washington Post, em 2015. “Você vê a cobertura de geral derretendo e sabe exatamente o quanto estamos encrencados.”

    Bilionário, Allen era um doador generoso. Em 2015, estimava-se que tinha repassado mais de US$ 2 bilhões a cerca de 1.500 ONGs de propósitos diversos, de preservação ambiental à pesquisa na área neurológica.

    Em 2000, Allen fundou um museu dedicado a outra de suas obsessões, a cultura pop. A instituição fica em Seattle, cidade do noroeste americano que fica perto da sede da Microsoft, em Redmond.

    Instalado em uma prédio de 13 mil metros quadrados projetado pelo arquiteto americano-canadense Frank O. Gehry, o Museum of Pop Culture, ou MoPop, cobre áreas como música, cinema, quadrinhos, games e ficção científica.

    Um hall da fama da ficção científica e da fantasia destaca criadores e artistas diversos, de Margaret Atwood, autora de “O conto da aia”, a Stan Lee, que encabeçou a editora de quadrinhos Marvel por décadas.

    O museu contém uma grande coleção permanente de artefatos, letras escritas à mão, fotos e instrumentos musicais pertencentes a dois dos nomes musicais mais famosos de Seattle, o guitarrista Jimi Hendrix e a banda Nirvana. Pearl Jam, outra banda conhecida da cidade, é atualmente tema de uma exposição temporária.

    Obviamente, há uso maciço de tecnologia no museu, com telões imensos, peças interativas e experiências multimídia. Em maio, foi inaugurado o Holodrome, onde visitantes passam por imersões totais em diferentes ambientes gerados virtualmente. Um deles traz o cantor Justin Timberlake cantando na frente do público em um cenário natural. Outro lança os visitantes pelo espaço aberto para assistir ao nascimento de uma estrela e entrar em um buraco negro.

    Apesar de bastante voltado para o entretenimento, o museu criado por Allen também promove iniciativas educativas para crianças em áreas, em especial na música, e ações para descobrir novos talentos em literatura, cinema e música.

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