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O acervo digital com as notas de engenharia de Leonardo da Vinci

Ao digitalizar as obras, o museu afirma que pretende fazer com que haja menos necessidade de manuseá-las, facilitando sua conservação

Nascido em 1452 no que hoje é território italiano, Leonardo da Vinci foi um importante intelectual e criador renascentista. Entre suas áreas de atuação no campo das artes estão pintura, música, escultura e literatura. Algumas de suas obras mais famosas são a pintura da Mona Lisa, o Homem Vitruviano e a Última Ceia.

Em novembro de 2017, uma obra atribuída ao artista, Salvator Mundi, foi vendida por US$ 450,3 milhões na casa de leilões Christie’s, em Nova York, estabelecendo um recorde mundial.

Ele também foi um grande explorador das ciências naturais e exatas. Da Vinci manteve cadernos nos quais anotava ideias, fazia cálculos e esboçava projetos de invenções - frequentemente ininteligíveis para observadores externos.

Como as centenas de milhões pagas pelo Salvator Mundi indicam, a obra de Da Vinci é extremamente valorizada. Suas anotações não foram mantidas em um único acervo, mas pulverizadas em coleções privadas e instituições ao redor do mundo.

Em agosto de 2018, uma dessas instituições, o Victoria and Albert Museum, de Londres, publicou online o conteúdo de dois dos cadernos de Leonardo da Vinci. Eles estão dispostos em uma galeria de fotos em alta resolução, que permite aproximar a imagem e observar detalhes.

Anteriormente, o Acervo Real do Palácio de Buckingham havia feito um esforço similar, digitalizando anotações de da Vinci sobre anatomia.

O material digitalizado pelo Victoria and Albert Museum faz parte do acervo da biblioteca do colecionador John Forster, doada ao museu em 1876. Os dois cadernos disponibilizados compõem, por sua vez um volume chamado de Codex Forster Primeiro, em referência ao seu antigo proprietário.

O Codex Forster Primeiro foi elaborado por da Vinci no final do século 15, quando ele trabalhou como engenheiro hidráulico para a corte de Milão. Ele possui desenhos de instrumentos pensados para serem usados na escavação de canais e na mudança do curso de água. Há também tratados sobre geometria e sobre a mensuração de materiais sólidos.

Em entrevista ao site focado em obras de arte The Art Newspaper, a curadora de coleções especiais, Catherine Yvard, afirma que os cadernos lembram o talento de da Vinci como engenheiro.

“Os cadernos nos lembram que Leonardo era tanto engenheiro quanto artista. Quando ele escreveu no início dos anos 1480 a Ludovico Sforza, então senhor de Milão, para oferecer seus serviços, ele se apresentou como um engenheiro militar, mencionando suas habilidades artísticas brevemente, no final da lista.”

Há outros três cadernos que compõem dois volumes, chamados de Codex Forster Segundo e Codex Forster Terceiro, produzidos entre 1487 e 1505. Segundo informações da curadoria do museu, publicadas pelo The Art Newspaper, o objetivo é que todo o material seja disponibilizado online até o ano de 2019, que marca 600 anos da morte de da Vinci.

Ao digitalizar as obras, o museu afirma que pretende fazer com que haja menos necessidade de manuseá-las, facilitando sua conservação.

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