O artista que retratou o maior acidente radiológico do Brasil

Siron Franco, goianiense que no passado morou no bairro afetado pelo acidente com césio-137, tem obra relembrada na Bienal de São Paulo

Foto: Arquivo pessoal/Siron Franco
Leide das Neves, uma das primeiras vítimas do acidente, tinha seis anos de idade
Leide das Neves, uma das primeiras vítimas do acidente, tinha seis anos de idade

Com o distanciamento de três décadas no tempo, o artista plástico Siron Franco ainda tem muito viva a memória do que aconteceu em Goiânia, em setembro de 1987. Seu aborrecimento é que esse não é o caso de muita gente, o que inclui os governantes locais. “O impacto na época foi muito grande e depois a coisa toda foi sumindo da vista, como uma explosão”, disse ele ao Nexo.

Com suas pinturas, desenhos e esculturas, Siron Franco, hoje com 71 anos, foi um dos artistas que mais produziram obras retratando o acidente radiológico ocorrido no Bairro Popular da capital goiana naquele ano. Parte de todo o material produzido, reunido em uma série chamada “Rua 57”, está exposta atualmente na 33ª Bienal de São Paulo, aberta até 9 de dezembro de 2018  com entrada gratuita no Parque do Ibirapuera.

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