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Esta plataforma permite criar batidas com sons cotidianos

Site ‘Infinite Drum Machine’ foi criado a partir de inteligência artificial e lançado em 2016 como parte de um projeto do Google Creative Lab

     

    A prática de gravar determinados sons e reaproveitá-los em músicas é chamada por muitos produtores de “sampling”. Isso pode ser feito com batidas, trechos de músicas ou outros elementos, assim como com frases ou outros sons cotidianos como apitos, uma porta batendo ou uma golada d’água.

    Lançada em 2016, a plataforma “The infinite drum machine” permite organizar milhares de sons cotidianos em sequência e criar batidas musicais.

    Cada um dos sons é disposto em um mapa bidimensional. Eles são agrupados em conjuntos coloridos, de acordo com a similaridade entre si. O som de vidro se quebrando é posicionado próximo ao de uma bola de golfe batendo em um taco de golfe, ou de um conjunto de pratos de comida sendo mexidos.

    O rugido de um tigre fica em outro extremo, próximo ao de um leão, de um búfalo e de um tanque militar. Os sons também são organizados por meio de tags como “beep”, “boing”, lixo ou cozinha. É possível emitir até quatro sons diferentes em um mesmo momento.

    A ferramenta foi criada pelo Google Creative Lab, uma divisão do Google formada por uma equipe relativamente pequena dedicada a projetos experimentais.

    Em um vídeo de divulgação, os desenvolvedores afirmam que criaram a ferramenta a partir de uma técnica chamada “aprendizado de máquina”, um uso de inteligência artificial em que algoritmos se desenvolvem de forma relativamente independente e não supervisionada.

    Para tanto, os pesquisadores alimentaram um computador com milhares de sons cotidianos, como um cano de PVC batendo contra uma superfície, um tambor sendo tocado com uma mão ou um sino tocando.

    Um dos programadores, Yotam Mann, diz que o computador não foi alimentado com informações sobre como seres humanos normalmente organizam sons - por timbre ou tipo de instrumento musical, por exemplo. “Nós queríamos que ele [o computador] tentasse ouvir aquilo e organizasse.”

    Isso foi feito a partir de uma técnica chamada de t-SNE (sigla para “T-distributed Stochastic Neighbor Embedding”), que, no caso, foi usada para agrupar sons similares entre si. “Uma forma de pensar na t-SNE é que ela pega essas impressões digitais de espaços de alta dimensão e as coloca em duas dimensões, para que possamos visualizá-las”, explica outro dos programadores envolvidos, Kyle McDonald.

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