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Este mapa com a temperatura global é atualizado a cada três horas

Plataforma online 'Earth' permite ver locais aquecidos pela atual onda de calor no Hemisfério Norte

 

O verão de 2018 no Hemisfério Norte tem sido marcado por ondas de calor. As temperaturas particularmente altas duram de dias a semanas, favorecendo secas, queimadas, incêndios e complicações de saúde na população.

Na Grã Bretanha, o mês de junho foi o segundo mais quente já registrado na história, facilitando a ocorrência de queimadas, inclusive na Escócia, que fica mais ao norte e costuma ser mais fria. Incêndios também afetaram Grécia e litoral sul da Europa, causando mortes. Na Argélia, as temperaturas bateram 51,3º C no início de julho. No Japão, dezenas de milhares de pessoas foram hospitalizadas com problemas relacionados às altas temperaturas.

Ondas de calor não são novidade, e têm sido relatadas no decorrer da história. Mas eventos do tipo têm acontecido com frequência maior.

Pesquisadores climáticos geralmente são cautelosos em realizar afirmações incisivas sobre o tema que pesquisam. Muitos têm, no entanto, apontado que o aumento da média da temperatura global, causado pela maior concentração de gases estufa no ar, tem contribuído para a maior frequência desses eventos extremos.

“Não há dúvidas de que a influência humana no clima tem uma grande culpa nessa onda de calor”, afirmou o professor e climatologista de Oxford, Myles Allen, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Criado pelo engenheiro de software Cameron Beccario, baseado em Tóquio, no Japão, o mapa interativo online “Earth” permite visualizar as condições atmosféricas com informações atualizadas a cada três horas.

Os pontos mais quentes são exibidos em tons avermelhados, e os mais frios, em tons azulados. O mapa permite, dessa forma, acompanhar como o calor tem se distribuído durante a onda de calor mais atual.

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