3 boatos verificados nesta semana para você ficar de olho

O ‘Nexo’ integra o Comprova, coalizão de 24 veículos jornalísticos para combater a desinformação na campanha presidencial

    A campanha eleitoral começou oficialmente na quinta-feira (16). Desde então, os candidatos podem pedir voto, divulgar os seus números e fazer comícios.

    As redes sociais são um importante meio de comunicação tanto para os candidatos quanto para os eleitores, mas nelas também se proliferam posts, imagens e vídeos fabricados, manipulados ou retirados de contexto para favorecer ou prejudicar candidatos. É um ambiente em que conteúdos podem ser disseminados rapidamente, sem preocupações com fonte e veracidade.

    Para combater a desinformação na política surgiu o Comprova, do qual o Nexo faz parte. O projeto é resultado de uma coalizão entre 24 diferentes veículos de comunicação brasileiros para identificar e apurar informações enganosas ou deliberadamente falsas disseminadas no contexto da campanha presidencial de 2018.

    Abaixo, selecionamos três verificações feitas pelo Comprova na semana que passou. Confira:

    União Europeia não pediu retaliação por prisão de Lula

    Um vídeo difundido nas redes contém os dizeres “Europa pede à ONU retaliação ao Brasil pela prisão ilegal do candidato que lidera as pesquisas para presidente no Brasil”.

    O vídeo exibe o discurso de uma mulher, mas sem identificá-la. Trata-se de Catarina Martins, deputada portuguesa de esquerda. Ela manifesta sua opinião pessoal e fala na condição de líder do seu partido, dizendo que a prisão do ex-presidente e candidato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva foi arbitrária.

    Contudo, não há registro de pedidos da União Europeia de retaliar o Brasil por conta do tema. Procurada pelo Comprova, a própria Catarina Martins disse desconhecer qualquer ação do tipo. Não há evidência que sustente a afirmação do post com o vídeo.

    Essa verificação foi feita por: Nexo, AFP, O Povo e Folha de S.Paulo, e validada por outros veículos. Veja aqui a íntegra da verificação.

    Sônia Guajajara usa nome indígena amparada na lei

    Publicações em diversas redes afirmam que a candidata a vice-presidente pelo PSOL, Sônia Guajajara, mentiu “até no nome”. Isso porque o nome completo da candidata é Sônia Bone de Souza Silva Santos. Assim, segundo essas publicações, ela estaria mentindo sobre o seu nome do registro civil.

    A candidata é do povo Guajajara/Tenetehara, da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. O Tribunal Superior Eleitoral permite que o nome registrado na urna seja um apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido. Normas de outros órgãos também permitem que um indígena pode, por livre escolha, optar por alterar seu nome registrado e utilizar a etnia como sobrenome.

    Portanto, são enganosos os posts que falam que o PSOL ou Sônia Guajajara tenham manipulado sua origem indígena ou seu nome civil.

    Essa verificação foi feita por: BandNews FM, Folha de S.Paulo e UOL, e validada por outros veículos. Veja aqui a íntegra da verificação.

    É enganosa associação entre Alckmin e ‘líder do PCC’

    Uma foto do ex-governador de São Paulo e candidato presidencial do PSDB, Geraldo Alckmin, o associa com um “líder do PCC”.

    Na imagem, Alckmin ao lado de Ney Santos, atual prefeito de Embu das Artes (SP), durante a campanha eleitoral de 2010. Preso duas vezes anteriormente, Santos responde a processos na Justiça sobre possíveis ligações com a facção criminosa PCC, mas continua no cargo. A equipe de Alckmin diz que, à época da foto, o tucano desconhecia quaisquer denúncias contra Santos.

    Não há evidências que indiquem proximidade entre Alckmin e Santos para além do ambiente eleitoral, portanto a publicação é enganosa. Na ocasião da foto, estavam em evento público e faziam parte da mesma coligação partidária.

    Essa verificação foi feita por: Gazeta do Povo e Jornal do Commercio, e validada por outros veículos. Veja aqui a íntegra da verificação.

     

    Você recebeu algum conteúdo sobre a campanha presidencial que gerou dúvida e gostaria que o Comprova checasse? Envie uma mensagem de WhatsApp para (11) 97795-0022 ou um email para o Comprova.

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Já é assinante?

    Entre aqui

    Continue sua leitura

    Para acessar este conteúdo, inscreva-se abaixo no Boletim Coronavírus, uma newsletter diária do Nexo: